<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Aurélio A. Heckert's RSS feed</title><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium</link><description>Aurélio A. Heckert's content published at Rede Social Unifreire</description><item><title>Para onde vai o clima?</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Resenha da parte 4 — Para onde vai o clima? — do livro "Clima e Meio Ambiente" de José Bueno Conti.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Desertificação&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;O clima é uma característica marcante do meio-ambiente, definido pelo padrão reconhecido em uma longa na sucessão de tempos. Hoje podemos "ler" o clima do passado para reconstruir a história da vida e da humanidade, e também prever, além do tempo futuro, a evolução do clima e os possíveis impactos.&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: right; width: 200px; margin: 0px 0px 5px 20px; font-size: 9px; color: #888;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4290/chuva-deslizamento.jpg" alt="Deslizamento em Angra dos Reis" style="width: 100%;" /&gt;&lt;br /&gt; Deslizamento após chuva forte em em Angra dos Reis (&lt;a href="http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?ema=1&amp;amp;id=959613" target="_blank"&gt;fonte&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A média global de chuvas anuais é de aproximadamente 900 mm, infelizmente estas não são igualmente distribuídas em todo o globo e o problema está na má distribuição temporal dessas chuvas. Quando grande quantidade de chuvas caem em um curto período de tempo temos o que chamamos por "precipitações torrenciais". Essas precipitações excessivas causam deslizamentos de terra e alagamentos, que levam pessoas a morte todos os anos em países pobres, como o Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: left; width: 200px; margin: 0px 20px 5px 0px; font-size: 9px; color: #888;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4416/deserto-nordeste.jpg" alt="Desertificação no Norderste" style="width: 100%;" /&gt;&lt;br /&gt; Desertificação no Nordeste (&lt;a href="http://mineiropt.com.br/noticias/nordeste-vai-virar-deserto-com-o-aquecimento-global" target="_blank"&gt;fonte&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O outro lado da moeda, o período em que as chuvas cessam, potencializada em locais que já tem uma baixa média pluviométrica anual, são as secas que marcam diversos locais. Quando as raras chuvas não recuperam a água perdida com a evaporação, a seca coloca-se como um risco a vida e a paisagem. O nordeste brasileiro é um ícone deste efeito climático, mas a seca é um risco, inclusive a paisagem, em outros locais como na amazônia, onde as secas intensas dos últimos anos podem transformar parte da floresta em cerrado, o que dificilmente seria recuperado pelo solo arenoso e as altas médias de temperatura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A seca é o principal fator no processo de desertificação, apesar da mesma poder ocorrer com ajuda de fatores humanos mesmo em locais com médias pluviométricas suficientes para a agricultura, como ocorrido no estado do Paraná.&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: right; width: 30px; margin: 0px 0px 5px 20px;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4418/caracteristicas-deserto.png" alt="Características de Deserto" style="width: 100%;" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;De acordo com a Agenda 21, desertificação define-se como “a degradação das terras áridas, semi-áridas e sub-úmidas resultantes de vários fatores, incluindo variações climáticas e atividades humanas.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os desertos são definidos por 8 características chave:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Potencial de evaporação superior a média pluviométrica;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Chuvas raras, irregulares e concentradas em curtos períodos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Escoamento irregular (variável) das águas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Solos rasos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vegetação esparsa e predominância de xerófilas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Erosão eólica; (viabilizada pela areia seca e solta)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Núcleo mais árido circundado por anéis de transição;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Baixa densidade demográfica.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style="float: left; width: 250px; margin: 0px 20px 5px 0px;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4422/desertos.jpg" alt="Principais Desertos" style="width: 100%;" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O desertos se distribuem por todos os continentes do globo (considerando a Europa como parte da Eurásia), principalmente nas áreas mais internas dos continentes onde a continentalidade age como um dos fatores que promovem a desertificação. A áreas mais quentes do globo também são as que concentram desertos, mas estes não são exclusivos das áreas quentes ou dos interiores continentais. Temos o Saara como exemplo de deserto quente e de interior, mas também temos a Patagônia como exemplo de deserto frio e costeiro.&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: right; width: 200px; margin: 0px 0px 5px 20px;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4423/Aral_sea-dry.jpg" alt="Progressão da seca do mar de Aral" style="width: 100%;" /&gt;&lt;img src="/articles/0038/4424/AralShip.jpg" alt="Navio encalahado no mar seco" style="width: 100%;" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Os desertos podem ser criados ou estendidos com predominância de forças naturais (principalmente meteorológicas) ou humanas. A esses gêneros de desertificação denominamos "desertificação climática" e "desertificação ecológica (ou antrópica)". O autor separa fortemente esses gêneros, mas é impossível negar a influência humana no clima desde a revolução industrial (ou até antes) e é impossível ignorar e apoio de forças e características naturais (não humanas) nos processos antrópicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Processos antrópicos já mostraram o poder de secar um mar interior e acabar com a vida marinha e a atividade de pesqueira que sustentou, inclusive, grande companhias. O mar de Aral em 2008 foi reduzido a 10% da sua área de 1989, pelo desvio de rios para irrigação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos hoje 33.000.000 km² de desertos e áreas degradadas em processo de desertificação no mundo, destes, 650.000 km² foram adicionados nos últimos 50 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4428/Desertification_map.jpg" alt="Mapa da Desertificação" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Felizmente a desertificação não é um processo irreversível o Saara cresceu nas últimas duas décadas, mas esse crescimento é o resultado de avanços e retrocessos do deserto. Com planejamento e recursos poderia-se reforçar o retrocessos para reduzir o deserto até onde o clima permitir.&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: right; width: 150px; margin: 0px 0px 5px 20px;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4432/poligono-das-secas.png" alt="Polígono da Secas" style="width: 100%;" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Vários são os exemplos de áreas degradadas e desertificadas no Brasil, mas pela área e aridez, nenhuma é mais dramática que a vizinhança do polígono das secas no nordeste. Esta área depende de uma cuidado especial não apenas na manutenção de sua hidrografia, mas também na irrigação, pois o sal do sub-solo pode inviabilizar a atividade agrícola e também dificultar o retorno da vegetação nativa. Mesmo em condições extremas, o semi-árido brasileiro apresenta oásis, conhecidos como brejos, fruto de condições especiais nas proximidades das serras, que sustentam e sustentaram grande número de pessoas, como os seguidores de Antônio Conselheiro. Por outro lado a descida das serras, no sentido do vento, torna-se ainda mais seca pelo efeito de sotavento. Brejos e sotavento mostram que desertos não são necessariamente uniformes, e apodem conter diversos pontos de maior e menor aridez em sua área de ação.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Mudanças Climáticas&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Existe um grande debate sobre "para onde vai o clima global", se para um aquecimento ainda maior ou se para o resfriamento. Entretanto, os dados do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) são claros, a temperatura aumentou no último século com forte influência de ações antrópicas, comprovadas pela sobreposição de modelos prevendo a temperatura em continentes e mares, com e sem interferência humana. Mesmo sendo difícil prever a evolução do clima, muitos apontam para uma curva de aquecimento que pode ser mais intensa ou mais branda dependendo das decisões tomadas globalmente. Essa teoria é a defendida pelo IPCC e já é perigosa o suficiente para diversas espécies animais e vegetais que terão seu ambiente modificado. O desequilíbrio ambiental e a extinção imediata de algumas espécies como corais aumentará ainda mais o risco de extinção de espécies não diretamente afetadas pela temperatura. Com o aumento da temperatura média também teremos aumento das chuvas torrenciais e de ventos fortes, o que levará milhares a morte em países pobres. Doenças transmitidas por insetos, como a febre amarela e doença de chagas, chegarão além dos trópicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="/articles/0038/4434/global-temperature-change.png" alt="Variação da temperatura global" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado alguns cientistas defendem a idéia de que este aquecimento é apenas o sinal de uma nova era do gelo e que de acordo com a frequência das anteriores esta já deveria ter iniciado. Pessoalmente creio que o desequilíbrio climático pode levar a uma nova era do gelo, mas não estaríamos correndo este risco se não tivéssemos afetado o equilíbrio climático, pois o histórico da temperatura global, registrado no gelo, mostra uma estabilidade única e duradoura nos últimos 10 mil anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="/aurium/imagens-de-artigos/global-temperature-timeline.svg" alt="Linha do tempo da temperatura global" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A camada de ozônio é uma importante proteção contra a incidência de altas frequências luminosas conhecidas como raios UV. Essa camada é mais notável na proteção contra ações degenerativas em seres vivos, mas também influi no aumento da temperatura mádia do planeta, pois absorve luz que poderia ser refletida na superfície do planeta e a transformada em calor. Apesar de 1000 vezes mais potente que o gás carbônico, seu efeito na troposfera decai rapidamente é não é uma influencia importante para o efeito estufa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aquecimento global tem ocorrido pela intensificação do efeito estufa, que é uma importante ferramenta para equilibrar a temperatura global e manter uma média de temperatura que permita a existência de florestas tropicais e largos oceanos vivos e navegáveis. O problema está na intensidade deste efeito, potencializada pelo aumento da concentração de "gases do efeito estufa", que são, principalmente, o vapor de água, gás carbônico, metano e ozônio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A influência desses gases no efeito estufa é:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;vapor d'água 36 a 70%&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;gás carbônico 9 a 26%&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Metano 4 a 9%&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ozônio 3 a 7%&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A concentração gás carbônico tem aumentado desde a revolução industrial pelo uso de combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo, trazendo carbono que estava fora do "ciclo de carbono" a milhões de anos. O ciclo de carbono é o caminho fechado que o átomo percorre de sub-produto da respiração de um ser eucarionte ou da combustão de combustível orgânico → para a atmosfera (onde ele age no feito estufa) → absorção por um organismo fotossintetizante → fixação na forma de carboidrato → possível reassimilação por outro ser → e, finalmente, sub-produto da respiração de um ser eucarionte ou da combustão de seu sub-produto, o que reinicia o ciclo. Enquanto não temos a reintrodução de carbono fossilizado, qualquer aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera é, provavelmente, temporário, fruto da diminuição da biomassa, que pode ser recuperada pelo crescimento de vegetação destruída (queimadas seriam um bom e frequente exemplo deste quadro). O uso de combustíveis fósseis reintroduz carbono que não tinha espaço no ciclo estabilizado e exige que uma quantidade maior de vegetação para que seja assimilado da atmosfera. O problema esta em dois pontos: no espaço limitado que temos para florestas densas e na derrubada de florestas para necessidades de uma população humana cada vez maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O metano, não tão citado quanto o gás carbônico, é 20 a 25 vezes mais potente que o gás carbônico para o efeito estufa. Esse gás é produto natural da decomposição de resíduos orgânicos, mas o aumento de sua concentração na atmosfera está diretamente ligado ao aumento da criação de bovinos.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Opinião&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;O mundo capitalista vive da produção de externalidades. Não se reconhece que tudo tem um custo, para que os empreendimentos não tenham que pagar por isso. Dos problemas emocionais do trabalhador até a ilha de lixo do pacífico, passando pelos problemas respiratórios de idosos e crianças nos grandes centros. Tudo são externalidades causadas pela produção e uso de bens. Sem o reconhecimento da externalidade não existe o financiamento da sua solução ou estimulo do seu fim. Já ouve a proposta de um imposto por cabeça de gado para reduzir o estimulo a compra e produção de carne bovina, mas não tornou-se lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema do aquecimento global não será tão impactante para os mais ricos, será sim para pobres e espécies fortemente ligadas ao seu eco-sistema equilibrado. As soluções são viáveis, técnica e economicamente, mas batem de frente com inúmeros interesses capitalistas como a abertura de um novo canal de escoamento de produção no ártico semi-derretido e na necessidade de se produzir e consumir cada vez mais e num ciclo mais rápido para atingir metas de crescimento econômico noticiados como único caminho para o emprego e fim da pobreza. Nem mesmo as estrelas do debate sobre o aquecimento global são isentas. O próprio documentário de Al Gore "&lt;a href="http://vimeo.com/13112238" target="_blank"&gt;Uma Verdade Inconveniente&lt;/a&gt;" deixa de lado a questão do metano, talvez porque ele mesmo seja dono de fazendas de gado. Esse ponto é tratado em "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7LBPHtOBnk" target="_blank"&gt;Uma verdade Mais que Inconveniente&lt;/a&gt;" de &lt;a href="http://twitter.com/karensoeters" target="_blank"&gt;Karen Soeters&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 05 Dec 2011 10:38:12 -0200</pubDate><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/para-onde-vai-o-clima</link><guid>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/para-onde-vai-o-clima</guid></item><item><title>Eu odeio jornalistas</title><description>&lt;p&gt;Ok... Esse artigo vai me dar problema. Não porque não possa entrar num debate para validar minhas opiniões, mas porque minha namorada é jornalista e suas duas melhores amigas (que também gosto muito) são da mesma profissão. Mas vá lá... não definimos nada pela exceção e sim pela regra e a regra aqui é vergonhosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="/articles/0031/3582/globo-manipula.jpg" height="320" alt="Globo - Sorria, você está sendo Manipulado!" style="float: left; margin-right: 20px;" width="235" /&gt;Em qualquer debate sobre problemas do mundo, criados pela humanidade, cairemos na conclusão padrão de que a origem está na educação (ou falta dela). Num mundo de pessoas descompromissadas (por culpa da cultura) e onde a maioria não interpreta adequadamente, a manchete define a comunicação do jornal, revista, blog ou o que for.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já vi jornalista e blogueiro enchendo a boca para falar "os leitores do meu veículo não são leitores de manchete". Isso me faz pensar "ele é ignorante ou acha que eu sou?". Sim, seu veículo transmite muito mais informação pelas manchetes em índices de blog ou capas expostas de jornais e revistas, que pelos artigos (muitos falaciosos ou errados).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estourei agora porque acabo de ver no site do Estadão que a manchete &lt;em&gt;"Sacola plástica causa menos danos ao ambiente que as de papel ou tecido, aponta estudo"&lt;/em&gt; foi um dos twits mais repetidos do @estadao. A manchete por si só já é um absurdo para quem se importa com o assunto e se o leitor lesse &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sacola-plastica-e-o-tipo-mais-sustentavel-diz-estudo,704716,0.htm" target="_blank"&gt;o artigo&lt;/a&gt; veria que foi intencionalmente mal formulada, pois no mínimo deveria conter &lt;em&gt;"se usadas uma única vez"&lt;/em&gt; coisa que não acontece com a de pano, feita para re-uso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Manchetes deformadas e mentirosas, feitas para enganar o público que apenas as vê penduradas no jornaleiro (&lt;em&gt;artimanha comum da Veja&lt;/em&gt;), são um grave problema educacional. Este explicita a falta de comprometimento dos jornalistas com a verdade e a ética. (sim, é um problema educacional, sim porque a mídia também é formadora do cidadão e transformadora da sociedade)&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: right; margin: 0px 0px 10px 25px; font-size: 28px; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Se a maioria dos&lt;br /&gt;jornalistas fosse&lt;br /&gt;comprometida &lt;span style="font-size: small;"&gt;(...)&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;artigos como este&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(...)&lt;/span&gt; simplesmente&lt;br /&gt;não existiriam.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Mas o problema não está apenas nas manchetes. Ah se fosse... Jornalistas, querendo ou não, deformam também o conteúdo. Não posso assegurar quando estão deformando por ignorância, por interesse próprio ou por ordens superiores, mas nenhuma delas seria aceitável para alguém comprometido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se ignora o assunto, não se meta a tratar dele. Felizmente a absurda reserva de mercado dos jornalistas foi extinta. Deve falar de informática, quem é da área, de medicina quem é médico ou estuda a área, de biologia... você já entendeu. E o argumento é: "&lt;em&gt;o jornalista transforma a história ou o conteúdo em algo palatável ao público&lt;/em&gt;". Esqueceu de adicionar também o "&lt;em&gt;errado&lt;/em&gt;". Os profissionais de outras áreas também escrevem bem, acredite. Melhor até que certos jornalistas. Se não estiver bom, o editor dá o feedback, como ele já faz com qualquer jornalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas voltando, o problema não é ignorância, é o &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;exercício do 4º poder&lt;/span&gt;, o poder de controlar. O jornalista deforma para seguir &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;seus interesses&lt;/span&gt;, para não questionar &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;seu modo de vida&lt;/span&gt; pessoal, como fizeram a maioria que escreveu até hoje sobre vegetarianismo ou software livre. Artigos permeados de preconceitos e comentários sem base científica que não se encaixam na realidade e nas conclusões de pesquisadores que deram muito mais que algumas miseras horas para desenvolver seus estudos. Até mesmo as falas das autoridades do assunto não são mais importantes que as intenções dos jornalistas e por isso são censuradas e cortadas para apenas confirmar a idéia do agente do 4º poder, pobre do leitor que confia no que lê. Não diferencio o jornalista mal intencionado, do que foi obrigado pelo editor a deformar seu artigo. Seria o mesmo que perdoar o soldado nazista. O jornalista ao menos pode ter certeza que não será morto ou preso se agir no melhor interesse da sociedade e se for demitido, que use isso como arma política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="/articles/0031/3583/manipulacao.jpg" height="167" alt="A mídia manipula" style="float: right; margin-left: 20px;" width="250" /&gt;O artigo &lt;em&gt;"Sacola plástica é o tipo mais sustentável, diz estudo"&lt;/em&gt; ainda tem uma forma de escrita que menospreza os problemas do descarte das sacolas de plástico, que são inúmeros e da bem lembrada diferença na matriz energética brasileira, por Hélio Matar do instituto &lt;a href="http://www.akatu.org.br" target="_blank"&gt;Akatu&lt;/a&gt;. O estudo é restrito e certamente é foi limitado por um interesse mesquinho, mas se o jornalista não fosse igualmente mal intencionado teria, logo de início, rebatido a fonte do artigo com o argumento do descarte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a maioria dos jornalistas fosse comprometida com a verdade, artigos como este do Estadão e tantos outros simplesmente não existiriam. Eles não se sujeitariam a critica dos colegas, dentro da própria redação ou nas publicações concorrentes. Já reconhecemos a mídia como o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarto_poder" target="_blank"&gt;quarto poder&lt;/a&gt; e já podemos ver que isso corrompeu seus membros como acontece com a maioria dos seres humanos em posição de poder, então devemos dar a eles o mesmo respeito que damos aos membros dos outros 3 poderes, &lt;strong&gt;nenhum&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 12 Apr 2011 19:19:38 -0300</pubDate><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/eu-odeio-jornalistas</link><guid>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/eu-odeio-jornalistas</guid></item><item><title>Gerd Leonhard e os novo modelo de acesso a produção intelectual</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gerd_Leonhard" target="_blank"&gt;Gerd Leonhard&lt;/a&gt; é músico, escritor, consultor estratégico, professor e futurista. No ano passado foi entrevistado no programa Roda Viva e falou sobre o conflito atual entre as industrias de mídia com a liberdade de acesso na Internet e a tendencia de reorganização econômica que favorece a livre distribuição de conteúdos.&lt;/p&gt;
&lt;div style="margin: 0px 0px 5px 20px; float: right; color: #888888; width: 222px;"&gt;&lt;img src="/articles/0030/7884/charge-gerd-leonard.jpg" alt="Charge de Gerd Leonard" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;Nada vai acabar, mas o cartunista não pôde perder a piada.&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A tendência é interessante, possibilita um melhor financiamento para os autores, redução do controle das grandes gravadores, gráficas e outras empresas do ramo e a abertura de novos modelos de negócios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gerd diz que se 1% do valor da tarifa de conexão for usada para pagar os artistas cujas obras foram baixadas pela internet a industria da música dobraria de tamanho. Já foi feita uma proposta do gênero no Brasil, se não me engano cobraria 3 reais na tarifa de conexão para esse fundo que pagaria os autores. Os usuários acessariam um determinado serviço onde poderiam indicar de que autores consumiu ou que autores quer favorecer e os votos definiriam o pagamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proposta ainda me parece um tanto "rustica", mas já libertaria os artistas das gravadoras, das produtoras e editoras. A evolução não poderia ser feita por um serviço de download centralizado pois, apesar de registrar automaticamente os downloads, não consideraria as trocas em P2P e as publicações em outros sites.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gerd também fala da necessidade de minerar bons conteúdos e o quão custoso é isso, portanto esse trabalho surge como oportunidade de negócios. Já existe uma rádio web que aproveita essa possibilidade, tocando músicas que estão fora do &lt;em&gt;main stream&lt;/em&gt;, encontradas na web, selecionadas por gênero e qualidade. Entre as músicas e na página a rádio adiciona comerciais, que, aparentemente, sustentam o negócio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser escritor ou músico, mesmo que abraçado pela industria fonográfica ou editorial, no Brasil (ou provavelmente em qualquer país) não é garantia e sobrevivência. Modelos alternativos, que garantem a redistribuição livre, são tão ou mais rentáveis que o controle industrial, para artistas sem fama. A divulgação viral, feita de pessoa a pessoa, sempre foi mais forte que a propaganda e na internet seu poder é potencializado pela rede e suas ferramantas de comunicação. Essas idéias apontam para uma reorganização desse nixo econômico que parece mais justo, tanto para autores, quanto para consumidores.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 25 Mar 2011 12:43:21 -0300</pubDate><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/gerd-leonhard-e-os-novo-modelo-de-acesso-a-producao-intelectual</link><guid>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/gerd-leonhard-e-os-novo-modelo-de-acesso-a-producao-intelectual</guid></item><item><title>Duas críticas sobre tecnologia na educação</title><description>&lt;p&gt;Recentemente o jornal Estadão publicou duas entrevistas na matéria "&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110207/not_imp676105,0.php" target="_blank"&gt;Duas visões sobre tecnologia na educação&lt;/a&gt;" onde o primeiro, Edgard Cornachione, professor da USP, apresentou argumentos a favor do uso da tecnologia na educação e o segundo, Felipe Barrera-Osorio, consultor do Banco Mundial, apresentou alguns pontos negativos. As entrevistas foram superficiais, mas a segunda me recordaram duas criticas que considero bastante necessárias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Veja a segunda entrevista:&lt;/p&gt;
&lt;div style="padding: 0% 10%; font-size: 90%;"&gt;
&lt;p&gt;O consultor do Banco Mundial Felipe Barrera-Osorio avaliou o impacto  de um programa do Ministério de Comunicação da Colômbia que doou 114 mil  computadores a 6 mil escolas, envolvendo 2 milhões de alunos e 83 mil  professores. A ideia era que as máquinas fossem utilizadas no ensino de  espanhol e matemática. Em sua pesquisa, Barrera-Osorio usou uma amostra  de 100 escolas - 50 com o programa e 50 sem - e constatou que a  iniciativa teve um efeito pífio sobre as notas dos alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que você percebeu com o estudo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A avaliação apresentou resultados muito preocupantes: em termos  gerais, o programa parece ter tido pouco efeito sobre as notas dos  alunos nos testes e em outros resultados, como impacto na quantidade de  redes de amizades e grupos de trabalho. Esses resultados são  consistentes em níveis de ensino, conteúdos e gêneros. Parece que os  computadores não influenciaram a experiência diária de aprendizagem dos  alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A que você atribui isso?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A principal razão parece ser a falha em incorporar os computadores em  todo o processo educacional. Dados mostram que os professores não  incorporaram os computadores em seus currículos. Isso significa que,  mesmo recebendo treinamento, é difícil para eles utilizarem computadores  no dia a dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existem atividades que podem ser desenvolvidas com computadores para melhorar a aprendizagem?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na minha opinião, não temos dados suficientes para saber se  atividades com os computadores podem melhorar a aprendizagem.  Computadores são apenas ferramentas e, como qualquer ferramenta, podem  ter aspectos positivos e negativos. Precisamos de mais pesquisas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Você acredita que o computador possa modificar a aprendizagem de um aluno?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma constatação da literatura recente - e, novamente, é uma evidência  fraca - é que os computadores que vão diretamente para as crianças são  mais eficazes do que seu uso mediado pelo professor. Em outras palavras,  é difícil para um professor mudar sua prática pedagógica.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;as críticas:&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Aos professores&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Como o entrevistado explicita: o projeto doou "114 mil computadores a 6 mil escolas, envolvendo 2 milhões de alunos e 83 mil professores", porém os resultados foram pífios, porque "&lt;strong&gt;os professores não incorporaram os computadores em seus currículos&lt;/strong&gt;". Infelizmente, por despreparo e pouca proatividade "os &lt;strong&gt;computadores que vão diretamente para as crianças são  mais eficazes&lt;/strong&gt; do que seu uso mediado pelo professor".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que um estudante teria tido dificuldade para incluir computadores nas aulas? Os professoras estão indo a reboque nesse (&lt;em&gt;e outros&lt;/em&gt;) tema(s), e ainda fazem uma certa força contra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tecnologia está na vida da atual e das novas gerações, mesmo que os professores queiram ignorar isso. Como o estudante verá ou respeitará uma escola que não se conecta a sua realidade? &lt;strong&gt;Para que mundo os professores estão educando as crianças?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os computadores, celulares e outros eletrônicos do gênero são novos (nem tanto) meios de interação e percepção do mundo; As redes e a Internet são novos (nem tanto) ambientes de interação social; Desta forma é preciso educar &lt;strong&gt;cidadãos&lt;/strong&gt; para essa nova (nem tanto) realidade, de modo que todos tenham a chance de ter o melhor dessa realidade e para que possam, lá também, colaborar adequadamente com a sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Aos gestores&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Neste projeto foram enviados apenas 19 computadores para cada escola, 17 estudantes tinham que dividir uma máquina. Considerando que os estudantes passam 20 horas por semana na escola, eles teriam apenas um hora e 10 minutos na semana inteira ou 14 minutos por dia para usar a máquina. É tão óbvio que não posso usar um eufemismo aqui. O projeto foi &lt;strong&gt;planejado para falhar&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já me envolvi e já tomei ciência de bom número de projetos onde os gestores quiseram abraçar o maior número possível de pessoas (geralmente adolescentes) com o menor custo (ou o valor que tinham disponível). Mesmo quando confrontados os gestores insistiram no erro de superlotar salas, dividir o computador por 2 ou 3 alunos ao mesmo tempo ou contratar os professores (ou melhor treinadores) mais baratos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os gestores (por mais que sejam pessoas que &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;tentam&lt;/span&gt; ser boas) são pessoas mais preocupadas com os números dos projetos que com o resultado social real destes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existem 2 formas de impedir que o gestor destrua um projeto:&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Método 1&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Definir metas (números) que representem adequadamente o aproveitamento individual dos assistidos pelo projeto e um acompanhamento sobre como o projeto influenciou a vida destes e da sociedade onde se inserem em um determinado período após o fim do projeto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente não acredito nesse caminho. Os números são organizados e apresentados da forma mais conveniente após o fim projeto, não importa como foi escrito o projeto. (triste verdade)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é pior porque esse método precisa de acompanhamento pós projeto. Já é dificílimo encontrar um projeto que é acompanhado durante a execução, imagine fazer com que um seja acompanhado após. Isso só acontece com fins de pesquisa acadêmica. E mais, em que resultaria o pós acompanhamento? Concertaria os erros? Não, no máximo seriam considerados em outros projetos, mas os assistidos certamente já estariam &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;praticamente&lt;/span&gt; perdidos pelas exigências da vida. Serviria para punir maus gestores? Certamente não. Sempre existem esquivos fáceis, principalmente porque quem poderia punir é quem apertou o gestor para deformar o projeto.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Método 2&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Pressionar o gestor para mitigar os danos de sua ânsia por números exuberantes. Não se pode cansar de argumentar os males de:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Encher uma sala, reduzindo a capacidade de acompanhar os assistidos de forma mais direta e pessoal;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Dividir uma máquina por dois ou mais alunos, viabilizando a monopolização do aprendizado;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Contratar professores ou facilitadores por baixos salários, afastando os mais capacitados e colocando em seu lugar (geralmente) aqueles que deveriam ser seus monitores (ou auxiliares).&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O gestor irá reagir mal a isso, principalmente se ele não estiver apenas pressionado pelo financiador, mas também tenha sido cooptado por ele. É preciso ter apoio. Se não interno (&lt;em&gt;os companheiros de trabalho normalmente tem medo ou não se importam com os resultados... trabalhariam no exercito nazista sem problema, "seguindo ordens"&lt;/em&gt;), que consiga apoio externo. Com organizações relacionadas, com pessoas da comunidade assistida, com a mídia, mas é preciso que o gestor tenha vergonha de levar adiante um projeto que obviamente trará poucos resultados positivos aos assistidos, isso se não for negativo.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sat, 19 Mar 2011 19:24:30 -0300</pubDate><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/duas-criticas-sobre-tecnologia-na-educacao</link><guid>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/duas-criticas-sobre-tecnologia-na-educacao</guid></item><item><title>Isaac Asimov e a edução na rede</title><description>&lt;p&gt;Adoro Isaac Asimov. É um grande escritor e visionário, dentre seus livros temos o clássico "&lt;strong&gt;Eu, Robo&lt;/strong&gt;", que já inspirou dois filmes (até onde sei).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje, dia de Júlio Verne, outro grande escritor visionário, acabei sendo levado a esse vídeo:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;
&lt;object height="385" width="480"&gt;
&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qLEBAPA7yqo?fs=1&amp;amp;hl=en_US" /&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qLEBAPA7yqo?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;
&lt;/object&gt;
&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size: 80%;"&gt;Este é um trecho de "O Mundo das Idéias", de Bill Moyers, produzido em 1988.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alí Asimov novamente vislumbra o futuro, falando do futuro da rede que ainda estava em gestação naquela época. Ele percebia a importância que ela teria para a educação. Parte desse futuro previsto por ele tem sido aproveitado por alguns auto-didatas e deve ser papel dos novos educadores mostrar esse caminho complementar à sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Transcrição (pouco resumida):&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;Asimov:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Uma vez que tenhamos computadores em todo lugar, &lt;br /&gt;cada um deles conectados a enormes bibliotecas, &lt;br /&gt;onde qualquer um possa fazer qualquer pergunta &lt;br /&gt;e que lhe sejam dadas respostas; &lt;br /&gt;e que lhe forneçam material de referência; &lt;br /&gt;que seja algo que se tenha interesse em saber. &lt;br /&gt;Então você pergunta, e pode averiguar, &lt;br /&gt;e pode fazer de sua própria casa, &lt;br /&gt;com a sua velocidade, na sua direção, &lt;br /&gt;em seu tempo! &lt;br /&gt;Então todo mundo desfrutará do aprendizado! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje em dia, o que o mundo chama de aprendizagem &lt;br /&gt;se dá a força. &lt;br /&gt;Todos estão forçados a aprender o mesmo, no mesmo dia, &lt;br /&gt;com a mesma velocidade, em classe, &lt;br /&gt;mas somos todos diferentes. ... &lt;br /&gt;Dê uma chance, para além da escola. &lt;br /&gt;Não falo em abolir a escola, mas sim complementa-la.&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Entrevistador:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Gosto muito desa visão, mas e sobre o argumento de que &lt;br /&gt;as máquinas, os computadores, "desumanizam" o aprendizado?&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Asimov:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Bom, na verdade, é o oposto! &lt;br /&gt;Me parece que através destas máquinas, pela primeira vez, &lt;br /&gt;teremos a possibilidade de dispor de uma relação de um a um, &lt;br /&gt;entre a fonte de informação e o consumidor desta.&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Entrevistador:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;O que quer dizer?&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Asimov:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Nos velhos tempos haviam tutores para as crianças... &lt;br /&gt;Uma pessoa que poderia lidar diretamente, &lt;br /&gt;podia ser um conselheiro, um tutor. &lt;br /&gt;E ele ensinaria a esta criança o conhecimento de seu trabalho. &lt;br /&gt;Ele podia adaptar seu ensino ao gosto e às habilidades das crianças. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas quantas pessoas poderiam contratar um professor? &lt;br /&gt;A maioria das crianças eram analfabetas. &lt;br /&gt;Logo chegamos a um ponto em que foi &lt;br /&gt;absolutamente necessário educar a todos. &lt;br /&gt;A única forma de se fazer isso era tendo um só professor &lt;br /&gt;para uma grande quantidade de estudantes, &lt;br /&gt;e para organizar a situação propiciamente, &lt;br /&gt;lhe demos um currículo ao qual ensinar. &lt;br /&gt;Então... Quantos professores são bons fazendo isso? &lt;br /&gt;Como em tudo, o numero de maus professores é consideravelmente &lt;br /&gt;maior que o de bons professores. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então... temos uma relação um para um para poucos, &lt;br /&gt;e uma relação de um para muitos mara a maioria. &lt;br /&gt;Agora temos a possibilidade de uma relação de um para um para a maioria! &lt;br /&gt;Todos podem ter um professor e acesso ao &lt;br /&gt;vasto conhecimento da espécie humana.&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Entrevistador:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Através das bibliotecas conectadas a computadores?&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Asimov:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Exatamente.&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Entrevistador:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;No meu escritório, na minha casa?&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Asimov:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Certo.&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Entrevistador:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;E se eu quiser aprender sobre basebol?&lt;/blockquote&gt;
&lt;h5&gt;Asimov:&lt;/h5&gt;
&lt;blockquote&gt;Esta bem! Aprenderá tudo o que quiser sobre basebol. &lt;br /&gt;Porque quanto mais aprende sobre basebol, &lt;br /&gt;mais interesse terá na matemática, &lt;br /&gt;para tentar entender o que quer dizer &lt;br /&gt;média de corridas e média de rebatidas. &lt;br /&gt;E talvez então se interesse mais por matemática &lt;br /&gt;que em basebol, se seguir seu caminho, &lt;br /&gt;e não o que lhe impõem! &lt;br /&gt;Por outro lado outro pode estar mais interessado em &lt;br /&gt;como atirar uma bola curva, e pode envolver-se com &lt;br /&gt;a física dos esportes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por que não?&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Uma educação mais humana &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;não&lt;/span&gt; é a que formata todos os estudantes dentro de um padrão diante de um professor. A mais humana é aquela que respeita sua peculiaridade, que &lt;strong&gt;promove sua individualidade&lt;/strong&gt;, mesmo que diante de uma máquina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa idéia foi encantadora para o entrevistador em 88, mas naquela época essas pertenciam ao "Mundo das Idéias". Hoje, apesar de um tanto óbvias para muitos, ainda estão distantes da maioria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As grandes bibliotecas de Asimov foram fragmentadas (&lt;em&gt;ainda bem&lt;/em&gt;) e são hoje os Wikis, blogs, sites de mídia, listas de discussão, salas de bate-papo, sites de busca, ambientes de relacionamento, ... são todos novos espaços para troca de conhecimento, mas quando os educadores serão qualificados ou se auto-qualificarão para ensinar esse caminho aos que não tiveram a facilidade de percebe-lo? É preciso lembrar da importância da &lt;a href="http://rea.net.br" target="_blank"&gt;liberdade de acesso e reuso dos recursos educacionais&lt;/a&gt; para que essa idéia não pereça. É preciso estar &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;dispost@&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Feb 2011 21:07:23 -0200</pubDate><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/isaac-asimov-e-a-educao-na-rede</link><guid>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/isaac-asimov-e-a-educao-na-rede</guid></item><item><title>O que é um Ensaio</title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De acordo com a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio" target="_blank"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ensaio é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo idéias, críticas e reflexões éticas e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, literário, religioso, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ensaio assume a forma livre e assistemática sem um estilo definido. Por essa razão, o filósofo espanhol José Ortega y Gasset o definiu como &lt;cite&gt;"a ciência sem prova explícita"&lt;/cite&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De acordo com &lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/216024" target="_blank"&gt;Ricardo Sérgio, no site Recanto das Letras&lt;/a&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ensaio designa um gênero literário de difícil caracterização. Torna-se praticamente impossível estabelecer com rigorosa precisão os limites do ensaio. &lt;cite&gt;"Daí que os estudiosos do assunto tendem a reunir sob idêntica denominação obras contrastantes, enquanto certos autores empregam abusivamente a palavra ensaio no título de livros."&lt;/cite&gt; (Massaud Moisés, A Criação Literária)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De modo geral, o ensaio é uma composição, geralmente em prosa, de pequena extensão, que discute, descreve e analisa um tema, sobre um assunto qualquer, sem se basear em formalidades externas como documentos e provas de caráter científico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ensaísta não deve concordar com pontos de vista de outras pessoas acerca de seu trabalho. If your ideas are original or different, so long as you develop them clearly, use evidence intelligently and argue persuasively, your point of view will be respected. Se as suas idéias são originais ou diferentes, desde que você as desenvolva claramente, utilizando uma argumentação inteligente e persuasível, o seu ponto de vista será respeitado. Porém um texto mal encadeado do ponto de vista lógico não só revela fragilidade no raciocínio exposto ou no modo de tratá-lo, como ainda frustra o leitor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;cite&gt;"Há duas correntes distintas no gênero ensaístico: o ensaio familiar ou informal e o formal ou discursivo. O primeiro adota um tom leve, impressionista, e procura exprimir uma reação pessoal e íntima diante da realidade, sem estrutura clara ou preestabelecida. Já o segundo é peça longa, concludente, escrita em linguagem austera, de intenção lógico-discursiva e de especulação nitidamente intelectualista."&lt;/cite&gt;&lt;br /&gt; (Encyclopaedia Britannica)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;cite&gt;"O ensaio tem de ser necessariamente crítico"&lt;/cite&gt;, na medida em que &lt;cite&gt;"a critica é a antítese do obscurantismo e traduz o repúdio do sono dogmático. Em suma, o ensaio é uma atitude ginástica do intelecto que, repudiando o autoritarismo, pensa por si só e por si próprio. Quer dizer, o ensaio é o espírito crítico, o livre-exame."&lt;/cite&gt;&lt;br /&gt; (Sílvio Lima, Ensaio sobre a Essência do Ensaio, 1944)&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 23 Sep 2010 15:49:13 -0300</pubDate><link>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/o-que-e-um-ensaio</link><guid>http://redesocial.unifreire.org/aurium/blog/o-que-e-um-ensaio</guid></item></channel></rss>
