Virginiana, perfeccionista "elevada ao cubo"... Extremamente instrospectiva e crítica, busco analisar primeiramente a mim mesma e só depois as outras pessoas...Aliás...Sempre estou analisando tudo... Ás vezes exagero mas, penso que o exercício da análise permite a aplimoração das relações!!!!!! Sou antes de tudo... "Mãe" da Anni Carolyne de 14 anos e muita "vivacidade"... E eterna "desorientanda" de João Francisco de Souza com quem dialogo em pensamento e compartilho das idéias "Fransfreireanas". 

       Segue-se a essa minha identidade... ser educadora e amante fiel da Filosofia e da Educação, ciências distintas em conceitos mas unidas em contextos... Há quem diga que costumo "filosofar" demais e daí meu diagnóstico de "sonhadora"...Lêdo engano, carrego nas mãos o dom de tranformar em realidade os meus objetivos!!!! Também dizem que eu escrevo demais... E por isso...Estava terminando por aqui, mas resolvi depois de novas construções acrescentar algumas palavras, sonhar demais... Pensar demais... Correr demais... Já fazem parte de meu cotidiano e da historicidade dessa minha essência um tanto "ousada" de ser...

        Exercitar a capacidade de me "autodesenhar" tem sido um exercício constante ultimamente, redescobrir quem eu sou é sempre uma forma de extrapolar a objetividade e torná-la subjetiva, mas sem postura heteronímica, tomo como minhas as palavras do Poeta Fernando Pessoa, em seu momento de despersonalização...

Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver."
 

 Alberto Caeiro, em "O Guardador
   de Rebanhos".