Cuidar do outro exige amorosidade e dedicação ainda mais quando esse outro faz parte de um contexto estigmatizante e cheio de preconceitos como é o caso das pessoas vivendo com HIV/AIDS. Adentrar essa realidade requer estar aberto à um mundo desconhecido. Significa transpor barreiras e criar conexões que possibilitem uma convivência desmistificadora dessa realidade. Esses indivivduos são marcados pelo estigma de uma doença que causa modificações significativas no corpo, que configura-se como uma das grandes dificuldades a ser enfrentada pelos mesmos.
Nesse contexto, o elemento lúdico facilitador da autoaceitação e do autorrespeito, permite uma releitura das práticas corporais como práticas educativas que, ao aglutinar saberes transdisciplinares, possibilita a experiencialidade e a reflexividade, princípios essenciais de uma educação humanescente. O fluir na mútua e total aceitação corporal, para além do saber-fazer envereda em um processo autogerador de sentipensar a multidimensionalidade e complexidade humana que se apresenta como real, como permanente em um mundo de impermanência, constitui-se em um processo de autoformação humanescente ao qual estamos ligados por essência e vocação.




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