O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis de Responsabilidade Global resultou da 1ª Jornada de Educação Ambiental realizada no Rio de Janeiro em 1992, durante o Fórum Global daEco/92, paralelo à 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Rio/92.
Construído durante um ano de trabalho internacional, o Tratado contou com a participação de educadoras e educadores de adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo (América Latina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África, Pacífico do Sul). Inicialmente publicado em cinco idiomas, serviu de apoio à ação educativa, inspirou a criação de Organizações da Sociedade Civil e Redes de Educação Ambiental. Paulatinamente, o Tratado serviu também de inspiração para políticas públicas de EA.
Em 2006, o Tratado foi revisitado por pesquisa via internet e em um encontro presencial no V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental (Joinville, Brasil). Também foi tema de workshop durante a 7ª Assembléia do Conselho Internacional de Educação de Adultos (Nairóbi/Quênia, 2007) foi divulgado no Congresso Internacional sobre os 30 anos da Primeira Carta de Educação Ambiental de Tiblissi (Ahmedabad, Índia, 2007). Essas ações e eventos internacionais permitiram constatar a atualidade do Tratado e deram origem à 2ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, prevista para durar de 2009 a 2012, chegando fortalecida à Rio 92+20.
Espera-se aglutinar, através desta jornada, o número maior possível de forças progressistas que caminham na direção de uma existência sustentável, com pessoas que se ecoeducam e educam outras, na perspectiva do diálogo permanente. Assumida por ONGs brasileiras e internacionais, a Jornada conta com o apoio de governos, empresas, universidades e abre oportunidades para mobilizar novos olhares sobre o Tratado de Educação Ambiental, mantendo sua característica participativa em âmbito planetário.
- Aprofundamento e a ampliação da reflexão internacional sobre o Tratado, com releituras dialógicas junto com outros documentos planetários como a Carta da Terra, a Carta das Responsabilidades Humanas e as Metas do Milênio, entre outros.
- Um processo participativo internacional com desdobramentos possíveis em políticas públicas na perspectiva da educação ambiental com cidadãos e cidadãs ecoeducados e que ecoeducam.
- Presença efetiva da Educação Ambiental inclusiva, permanente e continuada baseada nos princípios e valores do Tratado em processos locais nacionais, regionais e internacionais.
- Produção, disseminação e intercâmbio de materiais ecopedagógicos de apoio à construção de sociedades sustentáveis com responsabilidade global.
- Atualização do Plano de Ação do Tratado com base nos princípios e valores que o regem.
- Criação da Comissão Internacional do Tratado para assegurar de forma permanente o encaminhamento das propostas emergentes da Jornada e animação da rede internacional de educadores e educadoras ambientais ligada ao Tratado.



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