Ontem tive a feliz oportunidade de assistir uma Palestra da Professora Albertina Mitjáns Martinez na UFRN, com o tema: Educação Inclusiva?? e especial -Contribuições da perspectiva Histórico- Cultural. Albertina que é da Universidade de Brasília pesquisa sobre: Criatividade, Inovação, Educação Inclusiva, Subjetividade, Prática Docente.

Na palestra de ontem ela debateu sobre algo bem discutido nos últimos anos na sociedade como um todo, a INCLUSÃO, ela iniciou problematizando que a Educação Inclusiva é algo não acabado, tema cheio de desafios e problemas ainda não resolvidos. Que o conceito de Educação Inclusiva nos leva a uma exercício de reflexão. Será que a educação para todos centrada no respeito e valorização das diferenças é a melhor saída para a inclusão? Ou será a garantia de permanência? A escolarização dos alunos em escola regular garante aprendizado e desenvolvimento para todos?

No Brasil a Educação Inclusiva tem entrado com particularidades, não existe no país uma política de educação inclusiva, existe de inclusão social, de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Precisamos ter um olhar numa perspectiva mais ampla sobre educação inclusiva. Albertina reforça que a formação tecnica do professor não é essencial na formação de novos professores que irão lidar com a Educação Inclusiva é preciso uma tranformações das representações.

Ela aponta dois alertas na formação de alunos de Pedagogia sobre: O discurso das diferenças, pois se a "diferença" é vista como "respeitar" é perigoso, porque nos paralisa, o é "diferente" que consideramos respeitar fica parecendo que não estamos cumprindo nossa missão como educadores.

O segundo alerta é sobre: O discurso dos direitos, pois temos que nos conscientizar que todos temos direitos e deveres.

Albertina abordou também sobre os desdobramentos para o trabalho prático que como educadores devemos dar um enfoque mais qualitativo, construtivo, singular, processual e interativo nos processos de diagnósticos e avaliações educacionais. Que a necessidade de conhecer a organização particular do funcionamento da criança é muito importante para saber por onde começar a transformação em um contexto inclusivo.

A palestra terminou com um reflexão que diz assim:

As pessoas podem se dividir em 3 grupos:

1. Aqueles que fazem com as coisas acontecerem;

2.Aquelas que observam as coisas acontecerem;

3. Aquelas que perguntam o que aconteceu?

Então me questiono e você?? Qual será sua atitude??