Nossos dois primeiros encontros, em Marília e Presidente Prudente, foram marcados por um grande apoio das equipes das Secretarias de Educação, onde nos unimos a pessoas dinâmicas, comprometidas, solidárias, dispostas a fazer com que os Encontros acontecessem da melhor forma.

A reflexão promovida pelo prof. Moacir Gadotti sobre a qualidade na educação levou-nos a pensar sobre a prática educativa desenvolvida cotidianamente nas escolas e a forma como as crianças aprendem. Lembrou que só aprende quem participa da aprendizagem, que o cérebro aprende “de dentro para fora”. Segundo o professor, só permanece o que é o que é aprendido autonomamente, não adianta volume de conhecimento. Conteúdo que não faça sentido para o aluno, conteúdo imposto, “depositado” apenas, o aluno esquece. Afirmou que ter direito à educação, significa ter direito a aprender na escola e não simplesmente a comparecer na escola, e diferenciou “educação integral” da “educação em tempo integral”. A educação integral busca formar integralmente crianças e jovens, compromete-se com a formação humana. A educação “em tempo integral” compromete-se com o oferecimento de atividades em tempo integral, muitas vezes seguindo a mesma lógica bancária durante todo o tempo de permanência da criança na escola.

O Prof. Paulo Padilha provocou todos os presentes a pensarem sobre as relações humanas dentro do espaço escolar e a responsabilidade de todos os setores da sociedade na educação das crianças e jovens que vivem no mesmo território, na mesma cidade, compartilham histórias, projetos e sonhos. O professor apresentou ainda as principais características de um município que educa, chamando a atenção para possibilidades de se dar foco educativo às diferentes ações nos municípios, de integrá-las e de se realizar um trabalho intersetorial, e até mesmo intermunicipal, articulando-se através da rede social município que educa: www.municipioqueeduca.org

Ao final, todos foram conclamados a participarem desta rede e a compartilharem suas experiências.