Na última terça-feira, o Movimento Nossa São Paulo apresentou, no Sesc Consolação, os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (IRBEM), uma iniciativa do movimento para possibilitar o acompanhamento das administrações municipais pela perspectiva da qualidade de vida.
Os indicadores foram construídos a partir de um processo participativo em que uma lista com sugestões de indicadores foi submetida à população via internet, escolas, ONGs, empresas etc, para que os paulistanos selecionassem aqueles que melhor refletem seu nível de bem estar.
Em dezembro, o movimento encomendou ao IBOPE uma primeira pesquisa de opinião a partir desses indicadores, que deverá se repetir ao final de cada gestão municipal.
Foram entrevistadas 37 mil pessoas, que deram a média geral de 4,8 (numa escala de 0 a 10) para a qualidade de vida na cidade. Os aspectos mais bem avaliados foram aqueles relacionados à vida privada (relacionamentos pessoais e familiares), enquanto que os aspectos ligados à vida pública e ao poder público refletem níveis bem mais elevados de insatisfação.
Alguns exemplos são as baixas médias em temas como Educação (5,0), Juventude (4,6), Assistência Social (3,9), Desigualdade Social (3,9) e Transparência e Participação Política (3,3). Em cada um desses aspectos, foram analisadas questões concretas como "transparência dos gastos públicos" (2,7), "envolvimento da família na escola" (4,0) ou "contato com a natureza" (4,7).
Como resultado dessa insatisfação com questões tão essenciais à qualidade de vida, 87% dos paulistanos dizem sentir-se inseguros para morar em São Paulo, e 57% gostariam de sair da cidade.
Clicando aqui, você tem acesso à apresentação resumida da pesquisa, e aqui à pesquisa completa. Há também uma reportagem sobre o tema no site do Nossa São Paulo.




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É isso aí
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