Quando falamos em Município que Educa, não há como não tocar na questão da exclusão social. Afinal, a desigualdade é um dos grandes desafios que se colocam ao desenvolvimento das municipalidades brasileiras.
Neste texto, a coordenadora do Núcleo de Seguridade e Assistência Social da PUC/SP, Aldaíza Sposati, lembra como é difícil construir uma concepção de exclusão social no Brasil, pois a cultura patrimonial predominante no país traz intrínseca a desigualdade social - portanto, nunca permitiu a vivência de uma universalização da cidadania. Nas palavras da autora, "no Brasil a exclusão representa uma perda virtual de uma condição nunca antes atingida e não uma perda real capaz de sensibilizar a sociedade".
Para se chegar a uma ampla concepção de exclusão social no Brasil, Sposati e seu grupo de pesquisa definiram sete campos para compor um referencial da utopia de inclusão social: autonomia, qualidade de vida, desenvolvimento humano, equidade, cidadania, democracia e felicidade.
Ela também lembra que para superar a exclusão é preciso introduzir um outro padão de sociedade fundada na solidariedade e na ética civilizatória. A exclusão social precisa causar indignação na sociedade!





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