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lançamento de livro
January 24, 2011 - No comments yetO livro Pedagogia Vivencial Humanescente é o primeiro trabalho coletivo da Base de esquisa Corporeidade e Educação (BACOR) São os trabalhos produzidos nos laboratórios vivenciais humanescentes de diferentes instituições educacionais do RN. É uma leitura agradável e necessária a todos que acreditam e buscam uma educação sensível, criativa, ludica e reflexiva. Eu sou uma das autoras (ultima a direita, na 3 linha).
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Paulo Padilha encantando a BACOR
October 3, 2010 - 3 commentsTivemos a alegria de partilhar fisicamente a presença de Paulo Padilha em nossa cidade (Natal-RN) e em nossa base de pesquisa da Corporeidade - BACOR - ligada ao Programa de Pós-graduação em Educação da FRN.
Padilha com o grupo de mestrandos e doutorandos da BACOR.
Ele nos brindou com 3 encontros formais: o primeiro para conhecer nossos trabalhos sob a orientação da professora mentora da corporeidade e da humanescencia, orientadora das doutorandas da base, prof. Dra. Katia Brandão e nosso amoroso e sensível orientador das mestrandas, prof. Dr. Edmilson Pires.
Ficamos maravilhados com a simplicidade acadêmica e com a luz de Padilha. Sentimos o fluxo energético de sua presença e a luz de sua alegria e competencia.
Foi uma manha muito linda, onde partilhamos a poesia, a alegria, as apresentações do grupo. Socializamos nossos trabalhos, nossas pesquisas e a festa de nossas pesquisas.
Momento de socialização de nossos trabalhos com Padilha
Outro momento importante de Padilha em Natal foi a participação na defesa da dissertação de mestrado de nossa cantora-pesquisadora Artemisa de Andrade. Outro momento de grande inspiração e alegria. Depois da defesa, o Madrigal da UFRN nos brindou com uma apresentação belissima.
Banca da dissertação: da esquerda para a direita: Padilha, Elke Beatriz da escola de Música, Edmilson Pires, Artemisa e Katia Brandão.
Apresentação dançante da Madrigal da UFRN, após a defesa de Artemisa.
Artemisa presenteando Padilha com a camiseta do novo show do Madrigal da UFRN.
E para finalizar a visita de Padilha, tivemos uma palestra interativa, dinâmica e agradável, com a participação de educadores, membros da BACOR e convidados. Padilha cantou, emocionou e se emocionou e em alguns momentos partilhou sua arte com nossa Dorinha Timóteo.
Palestra de Padilha no auditório da UFRN
E aqui um momento importante de partilha de conhecimentos. Octávio (de costas) é um intercambista argentino de 17 anos, cego, que aprecia a obra do mestre Paulo Freire e ficou muito feliz em ouvir e participar ativamente da palestra, pois a palestra de Padilha foi vivencial, assim como nossa Pedagogia Vivencial Humanescente, que nos faz vivenciar nossa corporeidade.
Obrigada Padilha por sua alegria, competência, humanescência e luz.
3 Encontro - Vivências marcantes do querer bem na vida profissional
November 18, 2009 - One commentNesse encontro deveriamos montar e discutir um cenário que mostrasse as vivências marcantes do querer bem em nossa vida profissional. Para Paulo Freire, na sua Pedagogia da Autonomia, ensinar é uma especificidade humana e exige querer bem aos educandos. Mas o querer bem deve ser natural e fluir nas relações humanas. Como vivenciamos esse querer bem em nossa vida, tem sido o fio condutor de nossas primeiras discussões. E nesse encontro dicutimos esse querer bem em nossa vida profissional.
2 Encontro - A Vivência do bem querer na vida pessoal - Vivências com massa de modelar.
November 18, 2009 - 2 commentsEsse foi nosso segundo encontro onde deveríamos construir um cenário com massinhas de modelar e miniaturas sobre a forma como estamos vivenciando o bem querer em nossas vidas.
Iniciamos com um contato com massas caseiras aromatizadas e coloridas confeccionadas por nossa orientadora - Prof. Dra. Katia Brandão. Esse contato nos possibilitou um mergulhar profundo em nossa corporeidade, possibilitando que nossos sentidos bailassem juntos em uma dança poiética e fazendo com que mergulhassemos nas profundezas de nossa criatividade, ludicidade e sensibilidade. Posteriormente deveriamos montar nossos cenários e através de uma só palavras exprimir o sentimento que foi mais profundo para cada um dos participantes nesse segundo encontro. Entre os sentimentos foram citados: alegria, renovação, desafio, medo, prazr, encantamento, ansiedade, surpresa, compromisso e acolhimento.
Mandala com os cenários construidos com as massas de modelar e miniaturas
Cenário I
Cenários II
ATELIÊ DE PESQUISA ABORDAGENS METODOLÓGICAS PARA CORPORALIZAR A EDUCAÇÃO
November 18, 2009 - 2 commentsNesse espaço estarei divulgando meus registros fotográficos de nossos encontros realizados na UFRN - Linha de pesquisa: Corporeidade e Educação, sob a orientação da professora Katia Brandão. Os encontros são realizados a cada 15 dias, sempre às terças-feiras.
Nosso 1 Encontro foi nosso seminário Corporeidade, Transdisciplinaridade e Educação Huamanescente realizado de 18 a 21 de agosto no Parque das Dunas e IFRN.
Abertura do evento
Jogo de areia com a temática: A natureza na minha vida. Os participantes foram convidados a construir cenários com a problemática "Qual a última coisa que você fez para si que, de alguma forma, se converteu para o cuidado com o planeta?"
Caminhada pelo Parque da Dunas após a "Ciranda Poiética".
Plantando uma árvore no Parque das Dunas como protocolo de Fundação da Sociedade Brasileira de Corporeidade.
CHUVA QUE CAI COM TROVÕES E RELÂMPAGOS: A IRA DOS DEUSES
November 7, 2009 - One comment
A chuva e sua toada sempre estiveram muito próximas ao meu imaginário. Desde muito cedo aprendi a respeitar e temer a chuva, pois sendo de uma região onde as chuvas são fortes e quase sempre se fazem acompanhar de trovões e relâmpagos, o imaginário popular sobre o poder da chuva é muito forte.
Desde os tempos antigos, os relâmpagos são vistos como um dos fenômenos mais intrigantes e poderosos da natureza. O medo que se tinha (e ainda se tem) de sua intensa luminosidade e principalmente do intenso barulho que os acompanham fez com que nossos ancestrais, por não conseguirem explicá-los, os associassem a manifestações divinas. E assim, meu pai, se encarregava de fortalecer o mito dos trovões como manifestações divinas e com poderes de castigar aqueles que não trilhavam os bons caminhos. Como criança, nunca sabia se eu estava ou não trilhando os bons caminhos e sempre que começavam as chuvas, eu buscava o conforto e proteção da presença de meus irmãos e minha mãe com o intuito de me preservar dos castigos que os trovões e relâmpagos podiam trazer.
ficávamos ao redor, cada um imerso em suas fantasias e suas brincadeiras, no sentido de Maturana e Verden-Zöller (2004, p. 144) que dizem que brincadeira é “qualquer atividade vivida no presente de sua realização e desempenhada de modo emocional, sem nenhum propósito que lhe seja exterior”. E nós brincávamos muito. Cada um com sua forma, padrão e preferência. Quase sempre brincadeiras coletivas. Mas eu sempre preferia brincar sozinha, sem a companhia de meus irmãos, mas sempre junto com minhas bonecas que me acompanhavam para todos os lados aonde eu ia. E junto com minhas bonecas, iam os personagens de minhas brincadeiras infantis que povoavam meu imaginário e fazia de meus dias um palco de aventuras fantásticas onde conviviam príncipes, bruxas, cavalos alados, monstros.
Sempre brinquei junto com minha mãe, que como costureira, estava sempre em casa e em nossa companhia. Esse convívio com ela me possibilitou modelar minha corporeidade e ter consciência dela, pois nos dizem Maturana e Verden-Zöller (2004, p. 229) “a criança só adquire sua consciência social e autoconsciência quando cresce na consciência operacional de sua corporeidade. Ela só pode crescer dessa maneira quando o faz numa dinâmica de brincadeiras com a mãe e o pai”.
Assim a brincadeira permeou toda minha infância e viver histórias imaginárias é uma prática que acompanha minha vida ainda hoje e acredito ter uma habilidade imaginativa bem desenvolvida, pois como diz Kast (1997, p. 15) ter habilidade imaginativa significa “ser capaz de criar uma imagem mais ou menos clara de algo que já não existe mais ou que ainda nem chegou a existir, ou talvez nunca venha a existir de fato”. Entendo que brincar é primordial para o crescimento dos seres em um planeta que tem sofrido com a falta de amorosidade e cuidado daqueles que o habitam. Brincar nos torna mais sensíveis e criativos, fortalecendo nossa corporeidade.
O BALÉ SENSITIVO DA FUMAÇA DE UM FOGÃO A LENHA
November 7, 2009 - 2 comments
A memória olfativa, a lembrança de um cheiro bom em minha vida. À medida que eu ouvia as palavras da professora eu era remetida a outro espaço tempo, como se meu corpo fosse todo transportado a outro espaço temporal e meu nariz experimentava o suave perfume da lenha queimando e da casca de laranja. Rubem Alves, na epígrafe acima, foi certeiro em descrever as cozinhas mineiras e suas nuances olfativas.
Minha infância e parte da adolescência foi vivenciada entre aromas dos diferentes tipos de madeiras que eram colocados para queimar no fogão a lenha. De manhã, já acordávamos com o perfume da fumaça penetrando nas nossas narinas e imediatamente o gosto da torrada na chapa e o café fresco tomava conta de nossa mente. Essa memória ficou em algum local de minha mente, pronta para voltar e me fazer sentir o prazer e a alegria do aconchego que só uma cozinha como essas podem nos dar.
Tenho em minha casa atual, um fogão a lenha, onde reproduzo os rituais de minha infância, deixando fluir minha lembrança saboreando o cheiro doce da fumaça e da casca de laranja no fogo. O cheiro é assim, sai bailando pelo espaço, e muito diferentemente do que se fala por ai, que tudo que é fumaça e efêmero se desmancha no ar, a fumaça dos fogões é muito diferente, pois eles estão sempre associados com o cozinhar, que por sua vez se associam com a convivência e com sentimentos. É um cheiro visceral que nos conecta aos nossos ancestrais ao redor das fogueiras ou nas festas de solstícios nos fazendo devanear, como reforça Bachelard (2008, p.23) “não se entregar ao devaneio diante do fogo é perder o uso verdadeiramente humano e primeiro do fogo”.
Hoje é muito raro se ver um fogão a lenha nas casas, mesmo aquelas do interior. A necessidade de se preservar o meio ambiente dificulta a aquisição de lenha e aqueles que porventura, tenha um fogão a lenha, raramente podem fazer uso dele, pois a lenha se tornou escassa.
Mas acender o fogo em um fogão a lenha é uma arte que remete aos nossos ancestrais e mais uma vez Bachelard (2008, p.13) vem nos dizer da maestria de se acender um fogo e atiçar as brasas, e ele também se permite ao devaneio de relembrar de seu pai acendendo o fogo em seu quarto e nos diz “a arte de atiçar, que aprendi com meu pai, permaneceu em mim como uma vaidade”.
Dedico-me a acender o fogo em meu fogão nos dias chuvosos, raros em minha cidade ou nas noites de sexta-feira quando recebo amigos para comer junto com minha família. É um momento de fluxo, e como diz Csikszentmihalyi, (1999, p. 83) “as experiências mais positivas que as pessoas relatam em geral são aquelas compartilhadas com os amigos” e assim, ao acender o fogo realizo um pequeno ritual de boas vindas aos amigos, possibilitando-os experimentar o cheiro de várias ervas que cultivo no jardim: alfavaca, alecrim, manjericão, hortelã e claro a inesquecível casca de laranja. Vários de meus amigos são pessoas da minha faixa etária e, portanto, já vivenciaram experiências olfativas como as minhas e a nostalgia das lembranças de infância permeiam as conversas ao pé do fogão ou durante as refeições. São momentos onde os sentidos adquirem sua função poética, como diz Rubem Alves (2005, p. 46) “Os sentidos brutos são os sentidos em si mesmos. Os sentidos se educam ao serem tocados pela poesia”. Pois é a poesia que faz o diferencial e beleza de nossos sentidos. Estar em casa e se sentir abrigado e acolhido é uma sensação muito boa, como diz Bachelard (1993) a casa é um cosmos, o nosso universo, “é o canto do mundo”. E descreve como qualquer espaço habitado, por mais humilde que seja, transforma-se em moradia e traz a essência da noção de casa. Segundo o autor, a imaginação constrói paredes de sombras e com tais, a ilusão de proteção, além de poder, por meio de pensamentos e sonhos. Os verdadeiros bem-estares têm um passado. (...) A casa, como o fogo, como a água, nos permitirá evocar, na seqüência de nossa obra, luzes fugidias de devaneio que iluminam a síntese do imemorial com a lembrança. Nessa região longínqua, memória e imaginação não se deixam dissociar. (...)