COTIDIANO EDUCAÇÃO FÍSICA À PARTIR DOS ESTUDOS SOBRE O CORPO
Nei Alberto Salles Filho
UEPG/GEPEFE/CNPQ
Resumo: Este artigo discute a necessidade de pensar o corpo como objeto de reflexão imprescindível na formação de profissionais de Educação Física. Esse processo envolve, necessariamente, aspectos do desenvolvimento histórico e das relações estabelecidas pelo corpo em sociedade. As práticas corporais estão presentes na história da sociedade e são, por assim dizer, corporificadas por essa sociedade. Nesse sentido, o pensamento histórico-reflexivo sobre o corpo contribuir para olhares críticos e de possíveis avanços na área da Educação Física. A partir das considerações acima, encaminha-se uma pesquisa indireta, do tipo bibliográfica, com objetivo de tecer argumentos básicos sobre o corpo como objeto de análise da história e seus desdobramentos nas relações sociais.
O contexto do tema
Quando situamos historicamente o corpo, num determinado tempo e espaço, podemos contribuir nas análises da Educação Física, pois este corpo, que foi historicamente construído, reflete todas as representações às quais foi submetido, através de movimentos e gestos, o que não pode deixar de ser considerado. Portanto, devemos estar atentos e abertos às percepções destas questões históricas, e, ao mesmo tempo, tentar apreender as representações a que o corpo esteve sujeito em épocas distintas.
Daólio diz que o corpo humano, como qualquer outra realidade do mundo, é socialmente concebido, e a análise de representação social, oferece uma via de acesso à estrutura de uma sociedade particular. “Cada sociedade elege um certo número de atributos que configuram o que, e como o homem deve ser, tanto do ponto de vista intelectual, moral, quanto do ponto de vista físico.”1
Se no corpo estão inscritas todas as regras, todas as normas e todos os valores de uma sociedade específica, podemos avaliar que isso é fundamental para a reflexão sobre as práticas corporais entendidas como Educação Física. Mesmo antes de a criança andar ou falar, ela já traz no corpo alguns comportamentos sociais, como o sorrir para determinadas brincadeiras, a forma de dormir, a necessidade de um certo tempo de sono, a postura no colo, e isso deve ser pensado. Assim, para Daólio, a história da Educação Física no Brasil nos dá bases para entender como os professores muitos professores atuais reproduzem , no seu cotidiano, ideais e valores passados, como a higiene e a eugenia do final do século XIX, por exemplo.
Os argumentos de Vargas porém, dizem que ainda não foi escrita a história do corpo brasileiro, mas não resta dúvida que ele está em nossas instituições, em nossa economia, em nossa literatura. “A história do corpo brasileiro está presente em todos os momentos de nossa cidade, em nossos modos de dormir, de amar, de comer, de beber, de vestir, e, principalmente na visão que temos do trabalho em suas várias formas.”2
O próprio Vargas, todavia, diz que antes de tratar do corpo brasileiro é preciso pensar sobre este corpo de que estamos falando. Para isto, cita José Carlos Rodrigues:
(...) o corpo é, sem dúvida, o mais natural, o mais concreto, o primeiro e o mais normal patrimônio que o homem possui. Além disso, as sociedades humanas agem sobre o corpo através de regras de etiquetas, sanções e proibições, de prêmios e castigos, de leis e penas e tudo isso vai refletir na forma de andar, sentar dormir, amar, de se alimentar, etc. Nesse sentido o corpo é uma encruzilhada de acontecimentos culturais e sociais , animais e psíquicos, uma confluência de fenômenos, uma rede de emoções, uma teia de movimentos, um repertório inesgotável de gestos.3
De acordo com o pensamento de Rodrigues, percebemos como o corpo é uma confluência de interrelações sociais, marcado por sistemas de parentescos, sistemas políticos, religiosos e outros. Desta maneira, para cada cultura, as práticas, na aparência insignificantes, traduzem mensagens normalmente inconscientes; “sobre o que é certo e o que é errado, o que é próprio dos homens e o que é coisa de bicho, o que é igual a nós e o que dele difere, o que é respeitoso o que é profanação, o que é nobre e o que é indigno....” 4
Todos estes valores são desenvolvidos a partir dos processos civilizadores em que o homem vai se envolvendo. Assim, será que podemos afirmar que o corpo, à medida que foi sendo “civilizado”, que teve os sentimentos calculados, deixou de ser humano e passou a ser máquina, objeto de consumo, entre outras coisas?
Parece-nos um pouco apressado entendermos desta forma, pois as influências sobre o corpo não se dão apenas na lógica do pensamento, porquanto existem outras condições a ser pensadas, como, por exemplo, pessoas que nas relações cotidianas representam estas grandes linhas, além dos acontecimentos que realmente marcaram os indivíduos.
Assim, podemos estender este raciocínio para as práticas corporais, e não pensá-las exclusivamente pela questão do movimento, mas sim, por todo um processo de interrelação e interdependência, que acaba criando formas muito particulares de representar estes movimentos.
Sabemos, contudo, das dificuldades em mediar fatos e fenômenos, porque, ao analisar estes pontos, estamos interagindo com as fontes de pesquisa e, possivelmente, criando mais uma representação do que poderíamos chamar realidade da(s) época(s). Assim, a criação destas “atitudes mentais que não são fáceis de delimitar”, como diz Crespo5, nos servem de estímulo na busca de, pelo menos, melhorar as perguntas a serem realizadas com relação à história da Educação e da Educação Física.
Pensando nas perguntas e fazendo as correlações pertinentes, tentamos observar o processo no Brasil, isto é, alguns pontos, do final do século passado e início deste, que mostram o caráter assumido pela escola (basicamente a adequação de corpos).
Pensamos na escola como local de “transmissão de conhecimento” e “local de civilização” como foi tradicionalmente caracterizada, pois parece que, nos últimos 200 anos do processo civilizatório, pretendeu disciplinar o corpo, e com ele os sentimentos, idéias, capacidades e lembranças. A análise que se segue procura pensar na escola que possivelmente se desenvolveu no Brasil, a partir do final do século XIX e, porque não dizer, a escola que, em muitas de suas faces ainda hoje vemos.
No Brasil, ao final do século XIX, o modo de viver o corpo teve mudanças significativas, principalmente pela nova forma de perceber o trabalho. O corpo, até, então, utilizado nas fazendas como “tração animal”, passa a conviver em grupos maiores, necessitando controlar os sentimentos e procurando ser mais eficiente no trabalho, apelando para a disciplina rigorosa dos movimentos.
Explica-se a colocação, porque, a partir do momento em que o homem começou a viver em sociedade fez-se necessário se organizar. A divisão do trabalho foi inevitável, e isto nos faz considerá-lo como uma das molas propulsoras da sociedade.
A partir da Revolução Industrial, a transmissão do saber, através da família, das instituições religiosas e da comunidade, já não podia responder às exigências da industrialização crescente na Europa, “a qual exigia uma pessoa disciplinada, pronta a obedecer ou comandar, trabalhadora e munida de certa especialização. Ao ensino familiar, sucedeu, portanto, o ensino organizado e sistematizado.” 6
Desde a fragmentação (divisão do trabalho) e a alienação decorrente dele, a sociedade transformou-se em um agregado de indivíduos que buscam interesses pessoais. “ A pessoa é freqüentemente reduzida a um ser produtor e consumidor de bens frágeis.”7
A civilização adotou, portanto, formas de distribuição do trabalho cada vez mais parcializadas, criando a necessidade de possuir mão-de-obra sem maiores exigências intelectuais. Com a facilidade de substituir o trabalhador, porquanto era fácil treinar novos operários, conseguia-se manter a produção em série com elevados índices de lucro. Podemos dizer que no Brasil o processo se implantou, com características particulares.
Neste aspecto, Resnick escreve que “a escola geralmente focaliza no indivíduo atividades isoladas e desempenho determinados, ao passo que o trabalho mental fora da escola é, freqüentemente, socialmente compartilhado”. 8 A escola cultiva o pensamento simbólico no qual os símbolos são com demasiada freqüência desligados dos referentes, enquanto a atividade mental fora dela está mais diretamente ligada a objetos e vivências, por conseguinte, em situações culturais, produtos e significados da construção histórica. O ritual, neste sentido, é o contexto do corpo transformado em ideologia. Toda prática social, incluindo a de “ser escolarizado”, exige o corpo.
Devemos ficar atentos à maneira como a construção histórica do corpo é absorvida subjetivamente pelas pessoas (trabalhadores, estudantes e professores), de forma que se torna parte da consciência cotidiana, ou seja, assimilada como processo civilizador.
Além disso, fazendo a análise dos Aparelhos Ideológicos de Estado em Althusser 9, percebemos que a escola é considerada um aparelho “dominante”. Ela transmite as idéias dominantes tanto através dos conteúdos como de rituais e práticas que “corporeificam” a perspectiva dominante de sociedade.
Enfim, processos educacionais são processos de socialização em que se entrelaçam inúmeros fatores sociais, que encontram seus significados em algumas passagem da sua história.
Este trabalho procura caminhar na direção tentar reunir e analisar fatos e fenômenos que direta ou indiretamente contribuíram na criação de formas de comportamento perceptíveis
Considerações sobre a História
Pensando à respeito das questões históricas e sua pertinência nas possibilidades de análise em Educação Física, acreditamos que o corpo pode ser tratado como objeto de estudo, pois sua construção e delimitação enquanto objeto pode fornecer inúmeras possibilidades e indícios na análise de temas discutidos nesta área.10
A estrutura do texto busca inicialmente levantar questões gerais sobre possibilidades de perceber novos temas e objetos na história. Em seguida, procuramos discutir alguns pontos possíveis para se trabalhar a história do corpo. Depois destas considerações, procuramos introduzir algumas idéias de forma ainda sintética, sobre a sociedade brasileira do século XIX, onde buscaremos as perspectivas das possíveis análises.
Temos como pressuposto inicial, o argumento utillizado por Luporini (1994) quando diz que: Para produzir História é necessário estar sensível ao movimento dos fenômenos históricos que possibilitem recuperar as relações estabelecidas entre os grupamentos humanos em épocas e espaços diferenciados.
Ainda nesse sentido, Luporini prossegue dizendo que para visualizar uma situação histórica é necessário compreendê-la em sua totalidade, no contexto social que a produziu, possibilitanto aos sujeitos históricos que a vivenciaram “falar”sobre ela. Além disso, é preciso lembrar que, estudada sob a forma de processo, isto é, de transformação permanente, a História terá sempre como objeto de estudo uma determinada situação ou sociedade, num momento e espaço determinados, vista de forma global em suas várias determinações procurando-se estabelecer a ação dos diferenciados grupos que a compõe.11
Em relação ao desenvolvimento de novas perspectivas para a história, Fernand Braudel12diz que a história com fatos acabados lineares e aceitos sem questionamento estava chegando ao fim ao mesmo tempo em que era gestada uma nova concepção, que buscava uma possível “história total”, no sentido em que tentava vislumbrar toda a dimensão dos acontecimentos, em seus discursos e suas contradições. Colaboraram com esta mudança, muitos intelectuais europeus de forma geral, e mais especificamente estudiosos como Lucien Febvre, Marc Bloch e o próprio Braudel, entre outros.
Para Braudel a história se apresenta como a vida, formada por uma trama de problemas de tal forma misturados que admite uma multiplicidade de aspectos diversos e contraditórios. O problema do historiador está em justamente em como abordar essa complexidade.
Nesse mesmo sentido Braudel diz que :
Já não acreditamos, do mesmo modo, na explicação da história através deste ou daquele fator dominante. Não há história unilateral. Não a dominam exclusivamente nem o conflito das raças, cujos choques e acertos teriam determinado o passado dos homens; nem os poderosos ritmos econômicos, fatores de progresso e de caos; nem as constantes tensões sociais... O homem é muito mais complexo.13
Enfim, a história abre-se para inúmeras temáticas que estão de tal forma intrincadas que ao historiador é dada a tarefa de reunir materiais (fontes) para tentar encontrar caminhos mais precisos e concretos, se é que estes existem.
Feitas as considerações sobre alguns aspectos que julgamos importantes para o trabalho com a história, passamos a tentar entender uma possível história do corpo, procurando preservar uma discussão atenta aos fatos históricos14 que marcaram determinada época, e como o corpo, nas possibilidades deste contexto, poderia ser entendido ou analisado.
Pensando a História do Corpo
O corpo, com todas as suas adjetivações e perspectivas, é um dos temas mais discutidos no mundo contemporâneo15, sendo objeto de estudos cada vez mais freqüentes no domínio das ciências humanas e sociais.
Para Crespo, os estudos sobre o corpo processam-se num quadro de crise de civilização e civilizações; e parece que a história do corpo encontra-se no cruzamento dos múltiplos elementos econômicos, políticos e culturais de uma totalidade. Assim, temos que aprofundar as investigações sobre as práticas e as representações do corpo, pois ainda há muito por conhecer numa área em que a “dimensão escondida” das condutas humanas é de uma riqueza imprevisível. 16
No sentido de indicar possíveis caminhos para se construir a história do corpo, Crespo salienta a importância de nunca esquecer que a história do corpo deve encontrar a sua principal justificativa nos problemas que se colocam aos homens do mundo atual.
Assim sendo, parece-nos claro que sem esquecer a importância de certos dados quantitativos, a história do corpo é essencialmente de natureza qualitativa, nem sempre dispondo dos materiais mais evidentes e exigindo interpretações cautelosas e críticas, sugerindo a permanente distanciação do historiador, muitas vezes até ao limite da sua própria mudança de atitude mental, alteração que poderá ser a fonte de novas descobertas ou a confirmação da inutilidade e falsidade de certezas que se julgavam obtidas em definitivo.
Crespo conclui :
Por último, a história do corpo não pode deixar de ser uma história diferencial, em busca das desigualdades entre os tempos de vida humana, os lugares e os grupos sociais; entre o saber dos eruditos e a espontaneidade das práticas tradicionais, o real e o imaginário; enfim, entre mentalidades diversas, maneiras opostas de representar o corpo ou de o exercitar por múltiplas técnicas.17
Nesta discussão sobre a história do corpo, torna-se importante verificar os argumentos postos por Porter, que ao falar das possíveis abordagens do corpo na história, apropria-se da afirmação de Watson 18 que diz : “O ponto essencial está bem estabelecido. Evidentemente devemos enxergar o corpo como ele tem sido vivenciado e expresso no interior de sistemas culturais particulares , tanto privados quanto públicos, por eles mesmos alterados através dos tempos.”
Para Porter, a busca da história do corpo não é portanto, somente uma questão de triturar as estatísticas vitais sobre o físico, nem apenas um conjunto de métodos para decodificação das “representações”. É antes um chamado para compreensão da ação recíproca entre os dois.19
Ainda com relação às discussões sobre a história do corpo, Porter identifica inúmeros estudos que exploraram as tentativas de grupos sociais dominantes para restringir e reprimir as questões corporais. Estas estratégias, segundo o autor, obviamente assumiram formas distintas. Foucault, por exemplo, declarou que a crescente preocupação com a boa saúde e a vida longa, originadas no Iluminismo, proporcionam mais um sintoma dessa repressão. Vigarello acentuou a importância de se cultivar internamente o corpo anárquico, através da higiene, da limpeza e do vestuário, e Norbert Elias em particular estudou o “processo civilizador” visível ao desenvolvimento dos controles do corpo (corpos limpos, hábitos limpos, conversa limpa, mentes limpas).20
Mais indícios com relação ao corpo na história são colocados por Porter. O primeiro deles citando Malcomson diz que “A Inglaterra georgiana testemunhou mais ataques a uma cultura corporal anárquica, com a regulamentação dos esportes sanguinários das lutas profissionais, uma nova desaprovação dos duelos e as tentativas dos empregadores capitalistas de insistirem no trabalho regular e na disciplina de horário em sua força de trabalho.” Outro exemplo é a fato de que o corpo dos plebeus estavam tradicionalmente no extremo receptor da coerção física : o chicote, o pelourinho, a força. Mas, como Foucault particularmente enfatizou, os corpo das pessoas também se tornaram, sujeitos a uma nova tecnologia do corpo e, esperava-se, eram por ela regenerados - as rotinas do fundo da fábrica, os exercícios da escola, a fadiga das paradas, as punições do reformatório. 21
Outro estudo interessante com relação ao corpo, e que não deixa de ligar-se com a história, se pensada enquanto processo, aparece com Peter McLaren, que percebe como o corpo é passível de novas interpretações. Para ele, uma das categorias cruciais freqüentemente negligenciadas pelos teóricos da ideologia é a do corpo e a maneira pela qual ele se inscreve na geografia do desejo através do ritual.22 A ideologia é para sintetizar discurso ao qual é dada uma frase. A maneira pela qual ritualizamos nossas vidas é cultura somatizada - cultura encarnada em nossos atos e gestos e através deles. A Ideologia situa-se no mundo do movimento; ela “tematiza” seu meio através do gesto corporal significativo.23
Se toda prática social exige o corpo e, concomitantemente exige o peso da história sobre o corpo, em termos das definições sociais que traz, uma compreensão do corpo enquanto local cultural onde a ideologia faz seu trabalho pode ajudar no desvelamento de questões postas na história.
Neste sentido que McLaren cita Connel24 que diz : O corpo nunca está fora da história, e a história nunca está livre da presença do corpo e de seus efeitos. As dicotomias tradicionais subjacentes ao reducionismo agora têm que ser substituídas por uma explicação mais adequada e complexa das relações sociais nas quais essa incorporação e interação ocorrem.
Considerações Finais
As questões postas neste artigo se constituem em impressões iniciais de fatos que procuram discutir às questões do corpo. Pensamos que este corpo historicamente “construído” reflete todas as representações as quais foi submetido, através de seus movimentos e gestos, e isso não pode deixar de ser considerado pelos profissionais que sobre ele exercem seu trabalho. Acreditamos que para se discutir as questões da Educação Física se faz necessário pensar na história do corpo em sociedade, na tentativa pensar outros rumos. Estes fatos nos servem também como estímulo na busca de, pelo menos, melhorar as perguntas a ser realizadas com relação à história do corpo e da Educação Física.
Referências Bibliográficas
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BURKE, Peter. A Escrita da História : Novas Perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992.
CRESPO, Jorge. A História do Corpo. Lisboa - Portugal : DIFEL, 1990.
LUPORINI, Teresa Jussara. A preservação da Memória : a construção de objetos de pesquisa à partir de documentos históricos. Coletânea do II Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física.
McLAREN, Peter. Rituais na Escola : Em direção a uma economia política de símbolos e gestos na Educação. Petrópolis : Vozes, 1991.
PORTER, Roy. História do Corpo. In: A Escrita da História, Ed. UNESP, 1992.
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ARANTES, Antonio Augusto. Colcha de retalhos : estudos sobre a família no Brasil. Campinas, SP : Editora da Unicamp, 1993.
ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro : Ed. Guanabara, 1981.
BASBAUM, Leôncio. Alienação e Humanismo. São Paulo : Global Editora, 1985.
BAUDRILLARD, J. A Sociedade de Consumo. Lisboa: Edições 70, 1991.
BENJAMIN, Walter. Teses sobre o conceito de História. In: Obras escolhidas, vol.1.São Paulo: 1983.
BERTRAND, Yves & VALOIS, Paul. Paradigmas Educacionais : escola e sociedades. Lisboa: Horizontes Pedagógicos, 1992
1 DAÓLIO, Jocimar, Da Cultura do corpo, p. 38.
2 VARGAS, Ângelo Educação Física e o Corpo : a busca da identidade, p.43.
3 RODRIGUES apud VARGAS, p. 44.
4 Ibid., p.44.
5 CRESPO, Jorge , História do Corpo, p. 12.
6 BERTRAND, Yves e VALOIS, Paul, Paradigmas Educacionais: escola e sociedades, p. 37.
7 BAUDRILLARD, J. A Sociedade de consumo, p. 90.
8 RESNICK apud McLAREN, Rituais na escola, p.375.
9 ALTHUSSER, apud SILVA, T. T. O que produz e o que reproduz em Educação, Porto Alegre : Artes Médicas, 1994, p., p.31.
10 A opção em utilizar o termo Educação Física de forma geral, deve-se ao fato desta aproximar-se mais das questões relativas à educação e à escola de forma mais ampla.
11 Esta discussão sobre as possibilidades de trabalho em história encontra-se no artigo de Tersesa Jussara Luporini, A preservação da memória : a construção de objetos de pesquisa a partir de documentos históricos; apresentado no II Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física, realizado em Ponta Grossa - Pr, em 1994.
12 Estas observações são realizadas por Braudel ao assumir a Cátedra de História da Civilização Moderna no College de France, em 1950. Ao desenvolver esta palestra, Braudel coloca suas posições e procura indicar rumos para uma história nova. Sua ligação ao grupo dos Annales lhe confere uma maneira de pensar a história que privilegia a ligação e o entrelaçamento dos acontecimentos em detrimento da visão positivista e meramente técnica que critica a partir de Langlois e Seignobos, historiadores considerados clássicos e tradicoinais em seus métodos..
13 F. Braudel, História e Ciências Sociais, p.55.
14 Com relação aos fatos históricos Carr (1981,p.29) posiciona-se : Os fatos na verdade não são absolutamente como peixes na peixaria. Eles são como peixes nadando livremente num oceano vasto e algumas vezes inacessível; o que o historiador pesca dependerá parcialmente da sorte, mas principalmente da parte do oceano em que ele prefere pescar e do molinete que ele usa - fatores estes que são naturalmente determinados pela qualidade de peixes que ele quer pegar.
15 Nesse sentido ver Roy Porter em artigo entitulado A História do Corpo, onde o autor discute inúmeros pontos e abordagens possíveis para se fazer uma história do corpo. O trabalho segue os pressupostos da História Nova, aparendo portanto, sugestões de trabalhar com algumas abordagens distintas como : Corpo e mente; O corpo policiado e O sexo, o gênero e o corpo.
16 cf. J. Crespo, op.cit, p.8
17 Ibid., p.12
18 W.I.Watson apud Porter, p. 295.
19 Porter para exemplificar esta afirmação diz que : No mundo, qiando surpreendemos o olhar do rico sobre o pobre, este gesto era tanto físico quanto simbólico; os “nobres” (acima de tudo ‘altezas”) eram tipicamente centímetros mais altos - uma vantagem ainda aumentada pelos trajes imponentes - vestuário e adereços - com que se permitiam adornar seus corpos.
20 Em nota de rodapé, Porter apresenta as obras destes autores sem contudo aprofundar a discussão.
21 Malcomson apud Porter, p.310.
22 McLaren centra sua obra na discussão dos rituais, que ele entende como sendo uma produção cultural construída como uma referência coletiva ao simbólico e à experiência localizada de determidados grupos.
23 P. McLaren, Rituais na Escola, p.348.
24 R.W. Connel tem seu trabalho analisado rapidamente por McLaren, p. 352.
Palavras-chave : Corpo, História do Corpo, Educação Física.









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