Companheira Priscila. Descobri o texto abaixo no Blog coletivo do Município que Educa. Quero parabenizá-la por compartilhá-lo conosco. O texto do Miguel e Rosiska--"Rio como Vamos"--é precioso e provocou várias reflexões. Tomei então a liberdade de escolher algumas palavras e sublinhá-las e solicitar que em vez lê-las como estão no texto substituir pela palavra "planejamento ou planejadores". Um grande abraço. ....

Movimentos Sociais: educando pela ação transformadora

16 de Novembro de 2009, por priscila camargo ramalho - Sem comentários ainda

 

Li esta semana um texto escrito nos anos 1980 por Miguel e Rosiska Darcy de Oliveira. Rosiska é hoje presidente do Movimento Rio como Vamos, um bom exemplo de ação em busca de um município mais educador. Compartilho um pequeno trecho do texto aqui com vocês porque acho que traz uma reflexão interessante sobre o potencial educativo dos movimentos sociais:

"Os movimentos sociais, enquanto contexto onde o povo se educa na e pela ação transformadora da realidade, afirmam a possibilidade de uma outra educação. Uma outra educação que só se tornará viável em larga escala quando a experiência quotidiana de cada comunidade ou de cada grupo social - em seu trabalho, seu lazer, sua relação com o meio ambiente e com os outros - se transformar em fonte de desafio, de questionamento, de criatividade, de participação e, portanto, de conhecimento. Uma outra educação que não seja mais monopólio da instituição escolar e de seus professores, mas sim uma atividade permanente, assumida por todos os membros de cada comunidade e ligada a todas as dimensões da vida quiotidiana de seus membros.

Uma educação que não seja apenas uma aquisição individual de técnicas e de competências especializadas que cada um vende na idade adulta no mercado de trabalho, mas sim a formação de homens e mulheres autonômos e polivalentes, capazes de inserir em comunidades dinâmicas e conflituais e, por isso mesmo, democráticas, e, porque democráticas, em permanente mutação.

Uma educação que permita, vivendo e aprendendo, saber por que se vive e por que se aprende"

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Por uma outra educação! E por um outro planejamento de cidades e municípios! Por que não?