Em 02/10/09 fiz a palestra de encerramento do V Fórum de Conhecimento da URI - Campus Erechim-RS. O tema geral do encontro foi "O trabalho educativo: entre o medo e a ousadai" e a minha apresentação foi sobre "Escola Cidadã΅. Ao final do encontro distribui o folder do Programa Município que Educa e expliquei, em linhas gerais, as conexões e complementaridades existentes entre Escola Cidadã e Município que Educa.
No Município que Educa as iniciativas e ações da sociedade civil e do Estado são educacionais e pedagógicas em si mesmas, no sentido de que cada cidadão e cada cidadã aprende com os programas, projetos e ações desenvolvidas no município. Se é assim, a Escola Cidadã tem muito a nos ensinar, por exemplo, se considerarmos, na organização das ações locais, os 5 eixos fundamentais da educação "cidadã": princípios de convivência, gestão democrática/compartilhada, currículo intertranscultural, avaliação dialógica continuada e projeto eco-político-pedagógico.
O município se organizando também em torno destes e de outros eixos, compartilhando sonhos, sistematizando iniciativas integradas e horizontais, que sejam participativas no ato de planejar, de executar e de avaliar a ação, o projeto ou o programa, partindo das relações humanas, da convivência sociocultural e socioambiental... certamente vai possibilitar inúmeras aprendizagens no momento mesmo do atendimento das demandas públicas na cidade e em toda a municipalidade.
A idéia é exatamente esta: aprendemos com o município no momento em que ele atende as nossas demandas, favorece a nossa qualidade de vida e a oportunidade crítica que temos de escolher o que vai tornar a nossa vida uma vida de qualidade. E ensinamos ao município quando trazemos para ele outras experiências, de outras comunidades, de outras convivências e aprendizagens intertransculturais, que podem contribuir com o desenvolvimento local, com o aumento do seu PIB (Produto Interno Bruto), mas também do seu FIB (Felicidade Interna Bruta) - como tem nos ensinado o nosso querido amigo e grande ex-montanhista, poeta e antropólogo Carlos Rodrigues Brandão.
Retornei de Erechim mais feliz do que quando para lá viajei - apesar da distância e da longa viagem. Tive muito prazer nesta conferência, onde pude, ainda, dialogar rapidamente com o secretário municipal de educação daquele município, com a direção acadêmica da URI, com vários coordenadores de cursos e também com representantes de outras municipalidades... Tomara possamos renovar estes encontros presencialmente mas, também, na Rede Município que Educa, para a qual todos/as foram convidados/as.
Padilha.











2 comments
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Aumento do FIB - Felicidade Interna Bruta
Um grande caminho pela frente
Ah... a expressão..."FIB"... aprendi com Brandão.... certamente não é nova (vou perguntar a ele qual a origem... onde e como aprendeu..ou se foi ele quem criou), mas é muito simbólica e diz muito em relação ao que queremos buscar nas nossas atividades educacionais,culturais, artísticas, "humanescentes"...(estou começando a aprender sobre isso com vocês). Grande abraço e até logo mais. Sigamos em permanentes contatos. Padilha
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