Capa_pedagogia_da_autonomia

Quando Paulo Freire dedica um livro sobre a questão da formação docente aliada à reflexão sobre a prática educativo-progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos está configurando a temática na perspectiva da “inconclusão do ser humano” e de sua inserção num “permanente movimento de procura”.

Que significa educar respeitando à autonomia e à dignidade de cada um? Consciência do inacabamento e reconhecimento da condicionalidade do ser são pressupostos fundamentais, entre outros.

Os saberes necessários para uma Pedagogia da Autonomia foram configurados em três grandes estruturas: 1. Não há docência sem discência; 2. Ensinar não é transferir conhecimento; 3. Ensinar é uma especificidade humana. Para cada estrutura temática, foram agrupados nove saberes respectivamente.

  1. Rigorosidade metódica
  2. Pesquisa
  3. Respeito aos saberes dos educandos
  4. Criticidade
  5. Estética e ética
  6. Corporificação das palavras pelo exemplo
  7. Risco, aceitação do novo
  8. Reflexão crítica sobre a prática
  9. Reconhecimento da identidade cultural
  10. Consciência do inacabamento
  11. Reconhecimento de ser condicionado
  12. Respeito à autonomia do ser do educando
  13. Bom senso
  14. Humildade, tolerância
  15. Apreensão da realidade
  16. Alegria e esperança
  17. Convicção de que a mudança é possível
  18. Curiosidade
  19. Segurança, competência, generosidade
  20. Comprometimento
  21. Intervenção no mundo
  22. Liberdade e autoridade
  23. Tomada consciente de decisões
  24. Saber escutar
  25. Reconhecer ideologias
  26. Disponibilidade para o diálogo
  27. Querer bem aos educandos

A proposta para corporalizar os saberes da autonomia já foi iniciada pelo grupo BACOR/UFRN que dedicou um Ateliê de Pesquisa durante o segundo semestre de 2009 a esta tarefa tão audaciosa e tão prazerosa. Agora pretendemos ampliar o diálogo com os integrantes da comunidade da Pedagogia Vivencial Humanescente e todos os participantes da Rede que tenham interesse nesse desafio. A ideia é que possamos apresentar abordagens vivenciais para cada saber especifícado. Algo que já foi experimentado e teve uma boa repercussão ou algo idealizado que ainda poderá ser colacado em prática. Assim, todos estão convidados a fazer os ensaios metodológicos que a sua criatividade lhe permitir.