Encontre aqui notícias sobre o PECP! Se você participa do Programa, contribua com textos, áudios ou vídeos sobre as atividades.


Apresentação de Slides Terra - Manoel Barbosa

March 3, 2011, by Fernanda G - No comments yet

Versão que combina a música Terra com fotos da comunidade da EMEF Manoel Barbosa. Apresentada na Parada Pedagógica do dia 04/02/2011 na EMEF Manoel Barbosa, disponível para download - clique aqui :



Participação do PECP no Fórum Mundial de Educação terá videochat

December 7, 2010, by Erick - One comment


O Programa Educação para a Cidadania Planetária (PECP) participará do Fórum Mundial de Educação (FME) Temático: “Educação, Pesquisa e Cultura da Paz”, que será realizado em Santiago de Compostela (Espanha), entre os dias 10 e 13 de dezembro de 2010.

No dia 12 (domingo), a partir das 13 horas, horário de Brasília, o PECP realizará uma atividade autogestionada (Mesa Redonda) com a apresentação de diferentes experiências educacionais na perspectiva da cidadania planetária, entre elas, as desenvolvidas pelo Programa em 2010 no município de Osasco, que fica na Grande São Paulo (Brasil).

Por meio da formação e da pesquisa, o PECP tem contribuído com a formulação de perguntas e a busca de respostas relacionadas à construção de processos educacionais voltados ao diálogo entre o local e o global, à promoção de vínculos entre diferentes culturas, ao acolhimento e diálogo com a alteridade.

A Mesa Redonda será transmitida por videochat e contará com a participação a distância dos grupos vinculados ao Programa (Argentina, Brasil, Cabo Verde, Itália e Portugal), que poderão enviar perguntas e comentários aos participantes da Mesa. A transmissão, que terá duração de duas horas, também está aberta a qualquer internauta interessado no tema.

Programação da Mesa

Abertura: Moacir Gadotti – Instituto Paulo Freire/Brasil  (20 min)
Programa Educação para a Cidadania Planetária: Paulo Roberto Padilha – Instituto Paulo Freire/Brasil (10 min)
Relatos de experiência (clique aqui para ler os resumos):

  1. Buscando cidadania hoje: uma escuta a vozes jovens - Eunice Macedo/Instituto Paulo Freire/Portugal e Centro de Investigação e Intervenção Educativas/Portugal (10 min)
  2. Desenvolvimento solidário pela cidadania ambiental: na comunidade indígena areal-Amazônia - Cláudia do Socorro Gomes da Silva e Ana Lúcia Bentes Dias / Universidade Federal do Pará/ Brasil (10 min).
  3. Escolas Irmãs: diálogo transmarino - Amélia Macedo - Centro de Recursos/Biblioteca Escolar de Avintes/Portugal (10 min)
  4. Programa Educação para a Cidadania Planetária no município de Osasco - Marilisa Gasparini / Supervisora de Ensino da Secretaria de Educação de Osasco/Brasil (10 min)

Debate: participação da plateia e dos participantes do videochat (30 min)
Encerramento: Paulo Roberto Padilha (20 min)

Como participar do videochat?

A partir das 12h30, horário de Brasília (Brasil), um link estará disponível nesta rede social. Basta acessá-lo para entrar na página de transmissão. Não é necessária inscrição prévia, apenas conexão com boa velocidade e caixas de som ou fones de ouvido. Clique aqui e leia mais orientações sobre como participar de um videochat. Em caso de dúvidas técnicas, no dia da transmissão, envie um e-mail para suporte@paulofreire.org.

Datas e horários da Mesa Redonda

Dia 12/12/2010 (domingo)
Horários do evento (2hs de duração):

  • Espanha (Santiago de Compostela): 16h-18h (horário oficial do FME);
  • Brasil: 13h-15h (-3h do FME);
  • Itália: 16h-18h (horário igual ao do FME);
  • Portugal: 15h-17h (-1h do FME);
  • Argentina: 12h-14h (-4h do FME).

Saiba mais sobre o Fórum Mundial de Educação



Delegação da Secretaria de Educação de Osasco visita escolas na Europa

July 6, 2010, by Telma Lopes de Laia - One comment

Entre os dias 14 e 26 de junho, uma delegação da secretaria de Educação, composta pela secretária de Educação, Mazé Favarão; pela supervisora de educação, Telma Laia, e pelo professor Fernando Santos, visitou as cidades de Reggio Emilia e Padova, na Itália; Barcelona e Madri, na Espanha; e Almada e Lisboa, em Portugal, para participar das diversas atividades ligadas ao Programa de Educação para a Cidadania Planetária (PECP). O convite foi feito à Prefeitura de Osasco por ter sido a primeira no Brasil a aderir ao PECP. A EMEF Manoel Barbosa de Souza foi escolhida para desenvolver o programa, com a assessoria do Instituto Paulo Freire (IPF), e já realiza a proposta de refletir e elaborar ações pedagógicas para a construção de uma pedagogia universal, a partir da compreensão do conjunto da comunidade escolar e sua pertinência no mundo.

Os debates na escola acontecem todas as sextas-feiras e demonstram que as ações individuais produzem conseqüências em todo o mundo. A falta de atenção com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta, o desrespeito aos direitos humanos, o desconhecimento das diferentes culturas, assim como a necessária reflexão sobre as relações humanas foram os grandes temas debatidos por professores, mães, estudantes, funcionários, gestores, membros da comunidade e da Secretaria de Educação. Dessas discussões, resultaram as equipes que redigirão textos a serem postados na rede social www.cidadaniaplanetaria.org.br.

Visitas Durante a viagem, a delegação visitou unidades escolares e também entidades ligadas à educação, além de participar do II Encontro Internacional do Programa Educação para a Cidadania Planetária, em Lisboa.

Para a secretária Mazé, a Secretaria de Educação de Osasco tem demonstrado seu comprometimento com a educação democrática, inclusiva e de boa qualidade quando estimula a participação de professor e supervisor nestas atividades. “Se consideramos que o objetivo final da ação da secretaria é o estudante, é obrigatório que continuemos valorizando a formação dos professores como esta rica troca de experiências.”

Na Itália, a delegação visitou uma escola da cidade de Reggio Emilia, internacionalmente conhecida pela alta qualidade da educação infantil. Segundo a supervisora Telma Laia, “foi bom constatar que a reorientação curricular em curso na rede osasquense segue rapidamente rumo à qualidade da educação infantil daquela cidade.”

Fernando Santos, professor do laboratório de informática da EMEF Manoel Barbosa, constatou que “ações desenvolvidas pelos GETs- Grupos Educacionais Territoriais que viu na Itália são correspondentes às da nossa Escolinha do Futuro”. Para ele, todo conhecimento adquirido tem que ser aplicado nas aulas, com os estudantes.

Francisca Pini, diretora do IPF que acompanha a delegação, estabeleceu contatos para a ampliação do programa, o que “resultará na concepção de uma cidadania planetária que valorize a diversidade cultural”, afirmou.

A delegação visitou ainda a escola Petrarca, em Padova; o Centro de Educação Multicultural, a escola de educação infantil anexa ao Centro e o Grupo Educacional Territorial Chico Mendes, em Reggio Emilia, na Itália. Na Espanha, encontraram-se com Marina Canals Ramoneda, secretária geral adjunta da Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE), e com a secretária de Educação de Barcelona.

Os relatos de todas as atividades serão apresentados para o Corpo Técnico Pedagógico da Secretaria de Educação e para os participantes do programa Educação para Cidadania Planetária da EMEF Manoel Barbosa.

Secretaria de Educação Assessoria de Comunicação e Eventos: Vilmary Macedo Texto: Soraia Sene

Departamento de Comunicação Social Telefones: (11) 3652-9456 / 3652-9520 Diretora: Emilia Cordeiro e-mail: imprensa@osasco.sp.gov.br



Leitura do Mundo é notícia em Osasco

May 27, 2010, by Telma Lopes de Laia - No comments yet

Segue a reportagem exibida na página da Prefeitura do Município de Osasco. Para ver a reportagemn com a foto acesse www.osasco.sp.gov.br

Alunos da rede municipal de educação e comunidade fazem reconhecimento do JD. Bonança

Alunos da EMEF Prof. Manoel Barbosa de Souza, com assessoria do Instituto Paulo Freire, realizaram no último dia 12 de maio, uma visita de reconhecimento pelo bairro Jd. Bonança onde está situada a unidade escolar. As visitas foram realizadas nos comércios, igrejas, associações e também nas residências. O evento é parte do Programa Educação para a Cidadania Planetária, que tem por objetivo realizar estudos que aproximem, conectem e, quando possível, comparem com experiências afins realizadas em outros países.

Segundo os organizadores, o intercâmbio internacional e as reflexões educativas permitem reconhecer avanços e perspectivas, além de promover o fortalecimento da escola, da comunidade, das equipes que estão à frente do programa – como instância formadora de cidadania -, possibilidade e limites de atuação. Para tanto, foi organizado o passeio pelo bairro, fazendo a leitura do mundo onde vivem os alunos, conhecendo os seus familiares e problemas existentes na comunidade.

Durante o evento, um dos grupos conversou com João Teixeira Lopes, 55 anos, pai do aluno Jhonn Wisly da Cruz Lopes, aluno da 4ª série, que cultiva uma horta em um terreno baldio. João diz que há três anos cuida do terreno e cultiva a horta para o consumo próprio e até presenteia os amigos com algumas verduras. “A escola pode ajudar orientando os alunos a cuidarem da terra e do bairro. Sou de família humilde, que sempre cuidou da terra, coisa que aprendi como meus pais. Hoje ensino para os meus filhos”, afirmou.

A mãe de Alexandre Clemente da Silva, também aluno da 4ª série, Josefa Clemente da Silva, 42 anos, falou de sua relação com o bairro e com a escola. “A escola educa muito bem as crianças, cumpre o seu papel de ensinar a ler e escrever. Gosto também do projeto Escolinha do Futuro”. Alexandre completa o que diz sua mãe: “Eu adoro a minha escola e todos os projetos que já participei, como o Recreio nas Férias”.

A supervisora de ensino da Secretaria de Educação, professora Telma Laia, que acompanha o programa desde o início, visitou com um dos grupos a associação de mulheres e também o entorno da escola. “Aprendemos muito com a manhã de hoje e teremos muito trabalho pela frente, mas não posso deixar de me orgulhar. Como professora e também como representante da Secretaria de Educação, posso compreender a grandiosidade das ações do programa que nos causa tanta satisfação. Vamos ler o mundo, escrever o mundo juntos e fazer a nossa história acontecer”, disse.

Secretaria de Educação

Assessora de Comunicação: Vilmary Macedo

Texto e fotos: Fátima Rodrigues

Departamento de Comunicação Social

Telefones: (11) 3652-9456 / 3652-9520

Diretora: Emilia Cordeiro

e-mail: imprensa@osasco.sp.gov.br



Ponto de vista - por Ildete

May 20, 2010, by Telma Lopes de Laia - No comments yet

Certa vez em uma reunião do CGC que participei, nos foi apresentado um poema que começava assim: "Peço licença para soletrar, no alfabeto do Sol de Pernambuco a palavra TI-JO-LO, por exemplo, e poder ver que dentro dela vivem paredes, aconchegos e janelas…" Eu aqui, peço licença para soletrar no alfabeto das favelas a palavra BAR-RA-CO e poder ver que dentro dela vivem madeiras, papelões, aconchegos e até janelas. A grande magia que há dentro dos barracos é o sonho da casa própria e a grande realidade que vive fora dos barracos é a DISCRIMINAÇÃO. É claro que ninguém mora no barraco por que quer, eu pessoalmente, não acredito nisso. Barraco é o avesso de uma casa, onde as pessoas vão entrelaçando, como tranças que costumo fazer na Carol, amarradas e torcidas, vão formando em padrão de vida para muitos sem sentido, mas essa trança feita em nós com harmonia e com detalhes torna-se um lar e abriga muitas famílias. Recentemente escrevi um relato de um grupo de pessoas que moravam em barracos e num deslize da natureza, perderam seus barracos e muita coisa material. Um relato de dor, sofrimento e muito desespero. Pessoas que infelizmente prederam suas casas e muitos não tinham para onde ir. Eu sofri muito ao escrever tudo aquilo. No entanto reconheci naquelas pessoas verdadeiros seres humanos. Eles enfrentaram as incertezas, não olharam para os obstáculos, determinantes e corajosos enfrentaram situações difíceis, sempre receptivos um com o outro e o mais importante numa situação tão difícil deixaram florescer o mais lindo dos sentimentos: o amor ao próximo. Então pensei comigo: Isso é ser cidadão planetário. Nem mesmo a Claudia, tida por eles como líder, em nenhum momento do meu relato tentou impor seus valores particulares, ao contrário, na sua concepção todos deveriam continuar unidos. Com o mesmo olhar na mesma direção. Não me interpretem mal, não estou defendendo os barracos que hoje são denominados de B.M, eu não gosto muito de falar, mas observo tudo em minha volta e nos movimentos dos meus olhos que veêm, e nas batidas do meu coração que se capturam coisas boas, fico com as palavras da Telma em uma de nossas reuniões e peço licença a ela para usar as minhas palavras: na sisita que faremos, devemos olhar para os moradores como pessoas sgnificantes. Pessoas que nasceram para contemplar o alto e asperar os céus. Ali estarão pessoas iguais a nós. seres humanos que vivem seu dia a dia muitas vezes atribulados. Bastará um desejo nosso de Bom Dia! para recebermos em troca um largo sorriso. E assim nascerá uma história de amizade entre verdadeiros cidadãos planetários.

Essa é a minha Leitura de Mundo

Uma história que envolve pessoas diferentes mas unidos no memso sentimento: o amor ao próximo. O resultado não pode ser outro

EMEF Manoel Barbosa + COMUNIDADE = Educação para a Cidadania Planetária

Dete



Como vivo a minha Cidadania?

March 12, 2010, by Michela Morales da Fonseca Almeida - 2 comments

Vivo a minha cidadania respeito o outro, me colocando no lugar do outro, ou seja, não faço ao outro o que não quero que faça a mim ou a um de meus entes queridos.

Na escola tento mostrar, primeiro com atitudes e exemplos o que é a Educação para a Cidadania Planetária, onde se deve ter a preocupação de cuidar, seja do ambiente, seja do próprio corpo ou do respeito ao outro.Tenho conversas constantes com os educando sobre o tema e o quão importante é pensarmos nas nossas atitudes.Atitudes essas que podem influenciar direta ou indiretamente na transformação de um planeta mais sustentável,educado, social, afetivo e consciente.



2010: um ano de muitos desafios e aprendizagens para o PECP

March 12, 2010, by Paulo Roberto Padilha - One comment

Depois dos encontros maravilhosos na EMEF Manoel Barbosa, no final de 2009, que serviram principalmente para darmos o pontapé inicial no Programa Educação para a Cidadania Planetária diretamente junto à escola e a comunidade escolar, em 11 de fevereiro de 2010 fizemos um primeiro reencontro para nos prepararmos para participar do Encontro Internacional de Educação de Osasco, nos dias 24 e 25/02/2010, bem como do Fórum Mundial de Educação Infanto Juvenil de Osasco, onde aconteceu o terceiro momento deste nosso encontro internacional do PECP, no dia 27/02/2010.

As presenças de Val, Érica, Fernando, Ronaldo, Michele, Jaine, Cláudia, representando os pesquisadores da escola, além de professores e outros segmentos escolares que lá estiveram, da supervisora de ensino Professora Telma, representando a Secretaria de Educação, de Aléssio Surian (Pádova, Itália) e Margarita Santos (Lisboa, Portugal) e da equipe de pesquisadores do Instituto Paulo Freire nesses encontros, comprovaram a importância, a pertinência e o grande alcance deste Programa, que nos permite aproximar diferentes culturas, socializar conhecimentos, construir relações humanas democráticas, solidárias e fraternas, buscar novos referenciais curriculares para a escola pública e, nessa mesma direção, realizar encontros humanizadores, como nos falou a menina Jaíne, tão necessários nos tempos em que vivemos, que nos permitem sermos mais: mais felizes, mais colaborativos e mais sensíveis às demandas da comunidade e da escola Manoel Barbosa, do município de Osasco e também dos países parceiros... e mais envolvidos em relação à continuidade do próprio Programa.

Em 2010 nossos desafios são grandes: consolidarmos os atuais grupos de pesquisa, construirmos os alicerces para a ampliação desta experiência para outras escolas de Osasco, praticarmos planejamentos coletivos para as nossas ações, ampliarmos os intercâmbios internacionais, alimentarmos a rede social deste Programa, que nos aproxima, mais e mais, uns aos outros, uns dos outros, bem como as nossas experiências educativas, publicarmos o nosso primeiro texto coletivo com a síntese de nossas experiências do segundo semestre de 2009 e do primeiro semestre de 2010, além de apontarmos caminhos que consolidem as parcerias já anunciadas com Argentina, Itália, Espanha, Portugal, incluindo outros países como Canadá e Colômbia, com quem já estamos dialogando no sentido de virem fazer parte desta inédita experiência de pesquisa e formação.

Convido a todos/as a participarem ativamente desta rede. Ela nos permitirá um contato mais próximo e, portanto, favorecerá a nossa caminhada nesta pesquisa e a nossa convivência humana sempre aprendente.

Grande abraço.

Paulo Roberto Padilha

Coordenador de Pesquisa e Formação do PECP - Brasil.



Fim de ano com muita inspiração

December 11, 2009, by priscila camargo ramalho - No comments yet

Tivemos ontem o terceiro encontro do Programa de Educação para a Cidadania Planetária na EMEF Manoel Barbosa, em Osasco.

Em homenagem aos 61 da Declaração dos Direitos Humanos, ganhamos bombom de chocolate e lemos e discutimos os artigos do documento.

Um dos momentos mais marcantes do encontro foi a fala do professor Carlos Rodrigues Brandão, uma reflexão inspiradora sobre o papel e o poder da escola, e de cada um nós, como parte daquele grupo, em fazer transformação social. Um trechinho: "Não duvidem quando um grupo de pessoas decide se reunir para fazer alguma coisa. Foi assim que começaram as grandes mudanças do mundo".

Foi com essa injeção de confiança e entusiasmo que encerramos nosso último encontro do ano. No final teve música, poesia e bolo para comemorar o início dessa caminhada que, temos certeza, deixará muitos frutos na escola, no bairro, no município, no planeta inteiro... e dentro de cada um de nós.

Deixo aqui um trecho do poema do Fernando Pessoa lido pelo Brandão, que resume muito bem o espírito de um verdadeiro cidadão planetário:

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura..."

Fernando Pessoa





EMEF Prof. Manoel Barbosa será a primeira Escola Cidadã Planetária de Osasco

November 5, 2009, by priscila camargo ramalho - 4 comments

A EMEF Professor Manoel Barbosa será a primeira Escola Cidadã Planetária de Osasco. Ela foi escolhida por uma equipe da Secretaria de Educação e de consultores do Instituto Paulo Freire a partir da análise de documentos, de uma reunião com o Conselho de Gestão Compartilhada e de uma visita à comunidade do entorno. Um dos critérios que mais pesaram na escolha foi a integração entre escola e comunidade. Numa segunda fase, o projeto vai envolver outras 3 escolas e, futuro, poderá ser expandido para toda a rede municipal.

No dia 5 de novembro, o Conselho de Gestão Compartilhada da escola vai se reunir com representantes da Secretaria de Educação e do Instituto Paulo Freire para entender melhor a proposta do Programa. A partir daí, terão de selecionar um grupo de 20 pessoas formado por docentes, alunos e funcionários da escola, pessoas da comunidade do entorno e da Secretaria de Educação.

Este grupo que irá se reunir semanalmente para atividades de formação e pesquisa, buscando transformar a EMEF Manoel Barbosa numa escola integrada com a comunidade e com o mundo, consciente do seu papel transformador e comprometida em formar verdadeiros cidadãos planetários.



Visita ao Buraco do Sapo

October 2, 2009, by Paulo Roberto Padilha - 3 comments

30 de setembro de 2009

um dia de rara beleza

De muitas aprendizagens

De conhecermos pessoas novas

Que já conhecíamos há tanto tempo

Sem nunca termos visto de perto.

Dia de convivermos com simplicidade

De dialogarmos diálogos profundos

De compartilharmos tristezas e alegrias

Que foram sempre nossas

 

Fomos ao Buraco do Sapo

Um lugar inesquecível

Que não deveria existir

Tamanha a miséria, a pobreza

Tamanho o sofrimento

O desalento

A quase total falta de perspectivas:

 

Subindo a rua

Saia do asfalto e vire à esquerda

Encontrará o início de um caminho

Que só vai terminar no pé do cemitério

Quando nasce o morro

De onde se vê as obras da nova empresa

Que invadirá o antigo campo de futebol

E que entupiu o córrego que evitava as enchentes

Hoje tão frequentes

No lado de cá

 

Uma escadaria de cimento disforme

Com pedras, com alguns buracos

Que dificulta a mobilidade segura

De qualquer mortal

 

Siga em frente, sempre descendo

Curva à esquerda, à direita.

Barracos de todos os lados

à direita, à esquerda, acima e abaixo.

 

O caminho vai ficando afunilado

Da mesma forma que as oportunidades

Dos que ali um dia chegaram

Buscando abrigo... refúgio...

Tentando driblar a sorte

E enganar a falta de casa, de teto e de lar

A falta de educação, de emprego, de quase tudo...

Equilibre-se pelas passagens improvisadas

Que enchem de lama os pés dos moradores

Que ficam marcados como os habitantes de lá

Pois vão deixando suas pegadas nas calçadas

Da cidade limpa

 

Cumprimente algumas crianças descalças

Que saem do caminho para você passar

E que ficam imóveis esperando para ver o que acontece

Até que você pergunte os seus nomes, as suas idades

E do que gostam de brincar

 

Meninas de sete, oito, nove e dez anos

Algumas que estudam

Outras da mesma idade que não estão na escola

Além de alguns meninos do mesmo tamanho

Correndo e brincando também descalços

Alegres como outros meninos bem vestidos

Daquela e de tantas outras cidades do nosso planeta

 

Ao reconhecerem a diretora da escola

Visitando o buraco do sapo

Nome do lugar onde vivem

Falam festivos e orgulhosos

 

  • “Diretora... eu moro lá embaixo!

  • No fim do barranco!

  • Lá depois da curva...”

 

E saem correndo com imensa energia

Com pedaços de madeira nas mãos

Como se fossem espadas guerreiras

Com as quais poderão enfrentar e vencer

A dura batalha da vida

E a herança de miséria que receberam

Da sociedade planetária

Da qual todos fazemos parte

 

E no fundo mais fundo do buraco

Mergulhada na desesperança

No desejo insustentável das drogas

De frente para a vegetação afogada em lama

Quase nem mais sentindo

O mau cheiro do lugar

Ali vivem famílias inteiras

Trancadas em pleno dia em seus lares

Protegendo-se do frio e dos visitantes

Como aquela família que pudemos conhecer

Feita de homem, mulher e cinco crianças

Uma mais pequena que a outra

Sem nada entender

Sem nada esperar

Sem mais acreditar que aquela situação deplorável

Que nem sabem definir

Um dia poderá mudar...

 

Mas nós brigamos com a desesperança

E nos indignamos diante da injustiça

Sonhadores e educadores/as que somos

Que nunca deixam de esperançar

Mesmo diante do cenário do Buraco do Sapo

Onde ratos invadem os quintais

E se misturam às pessoas

Imersas na dor de uma vida sem qualidade de vida

E sem vida de qualidade...

 

Até por isso seguimos trabalhando

E plantando nesses caminhos sementes de mudança

Que colhemos nos quintais da história

Que infelizmente se repete

Mas que felizmente também nos prova

Que mudar é possível

Que um outro mundo é possível

Que uma outra educação é possível

E que por isso mesmo estamos no caminho certo

Ao buscarmos a cidadania planetária

Tomando mais um  banho da realidade

Que já conhecíamos, que já sabíamos

Mas que reencontramos

No Buraco do Sapo

Onde humanos se misturam à paisagem urbana

Desumana... desumana, mais que desumana!

 

 

 



Programa de Educação para a Cidadania Planetária

August 28, 2009, by priscila camargo ramalho - No comments yet

O Programa de Educação para a Cidadania Planetária é um programa de pesquisa e formação que reúne o Instituto Paulo Freire a outros parceiros de Argentina, Portugal, Itália e Espanha, com o objetivo de construir novos conceitos e referencias curriculares para uma Educação para a Cidadania Planetária.

Conheça mais sobre esta iniciativa no documento abaixo:

Unknownsintese_PECP.odt



Chamado aos cidadãos planetários

July 23, 2009, by priscila camargo ramalho - No comments yet

"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra,

numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. (...)

Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra,

declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros,

com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações.”

Preâmbulo da Carta da Terra