Certa vez em uma reunião do CGC que participei, nos foi apresentado um poema que começava assim: "Peço licença para soletrar, no alfabeto do Sol de Pernambuco a palavra TI-JO-LO, por exemplo, e poder ver que dentro dela vivem paredes, aconchegos e janelas…" Eu aqui, peço licença para soletrar no alfabeto das favelas a palavra BAR-RA-CO e poder ver que dentro dela vivem madeiras, papelões, aconchegos e até janelas. A grande magia que há dentro dos barracos é o sonho da casa própria e a grande realidade que vive fora dos barracos é a DISCRIMINAÇÃO. É claro que ninguém mora no barraco por que quer, eu pessoalmente, não acredito nisso. Barraco é o avesso de uma casa, onde as pessoas vão entrelaçando, como tranças que costumo fazer na Carol, amarradas e torcidas, vão formando em padrão de vida para muitos sem sentido, mas essa trança feita em nós com harmonia e com detalhes torna-se um lar e abriga muitas famílias. Recentemente escrevi um relato de um grupo de pessoas que moravam em barracos e num deslize da natureza, perderam seus barracos e muita coisa material. Um relato de dor, sofrimento e muito desespero. Pessoas que infelizmente prederam suas casas e muitos não tinham para onde ir. Eu sofri muito ao escrever tudo aquilo. No entanto reconheci naquelas pessoas verdadeiros seres humanos. Eles enfrentaram as incertezas, não olharam para os obstáculos, determinantes e corajosos enfrentaram situações difíceis, sempre receptivos um com o outro e o mais importante numa situação tão difícil deixaram florescer o mais lindo dos sentimentos: o amor ao próximo. Então pensei comigo: Isso é ser cidadão planetário. Nem mesmo a Claudia, tida por eles como líder, em nenhum momento do meu relato tentou impor seus valores particulares, ao contrário, na sua concepção todos deveriam continuar unidos. Com o mesmo olhar na mesma direção. Não me interpretem mal, não estou defendendo os barracos que hoje são denominados de B.M, eu não gosto muito de falar, mas observo tudo em minha volta e nos movimentos dos meus olhos que veêm, e nas batidas do meu coração que se capturam coisas boas, fico com as palavras da Telma em uma de nossas reuniões e peço licença a ela para usar as minhas palavras: na sisita que faremos, devemos olhar para os moradores como pessoas sgnificantes. Pessoas que nasceram para contemplar o alto e asperar os céus. Ali estarão pessoas iguais a nós. seres humanos que vivem seu dia a dia muitas vezes atribulados. Bastará um desejo nosso de Bom Dia! para recebermos em troca um largo sorriso. E assim nascerá uma história de amizade entre verdadeiros cidadãos planetários.
Essa é a minha Leitura de Mundo
Uma história que envolve pessoas diferentes mas unidos no memso sentimento: o amor ao próximo. O resultado não pode ser outro
EMEF Manoel Barbosa + COMUNIDADE = Educação para a Cidadania Planetária
Dete






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