Somos herdeiros de uma cultura que nos divide em que tem emprego no sistema, ou os que não se ajustam as regras e são refugados por não atender a padronização necessária para movimentar a economia de escala.
Discutir a saúde de nossa civilização, do modelo capitalista de produção, me parece anacrônico, uma vez que o mundo segue seu curso independente de nossa concordância, e creio que exista pouco a se acrescentar ao lugar comum.
A idéia que gostaria de debater neste espaço, é o grande espaço para se criar novas formas produtivas, ajustadas para capitalizar a nova realidade global a nosso favor. A liberdade para a invenção das novas relações que integrem o crescimento pessoal, ao suporte econômico de nosso cotidiano.
A apropriação de tecnologias livres (sem patentes e royalts), a colaboração on line entre parceiros, a integração do espaço virtual e principalmente o acesso ao mercado global, são novos ingredientes na articulação das formas de produção e circulação de riquezas. A transparência na administração, a democracia na repartição dos resultados garantem o caracter coletivo do empreendimento.
Finalizando, e este é o ponto de encontro com esta comunidade, Se o empreendimento tem a missão básica de articular o crescimento das pessoas que o integram, existe um grande espaço para uma reengenharia dos princípios do que hoje se chama gestão de RH. Reconstruir estes princípios, focando as pessoas ao invés do lucro, será uma rica oportunidade de trazer a aprendizagem para um ambiente dinâmico, sustentável e independente.
A Escola de Artes e Ofícios é nossa proposta para criar esta integração. As idéias e propostas, modelos estão liberados para usar, modificar e entendo que quanto mais pessoas fizerm isto, mais perto estaremos não só de uma nova economia. mas também de uma nova escola e de uma nova pratica social mais próxima de nossa tribo, nossa sociedade pré-colonial.